06/10/2011 08h14 – Atualizado em 06/10/2011 08h14
Brasil 247
O mercado não pode parar. E não para. É com esse mandamento que, dia sim, dia não, as bolsas de valores continuam sua rotina de compras e vendas de ações, mesmo que o cenário econômico seja o pior possível, como agora. Existe uma somatória de fatos negativos que fariam qualquer investidor se ausentar por muito tempo dos pregões.
Hoje, os países vivem uma crise política sem precedentes, um vácuo de liderança onde predomina a indecisão, a teimosia e a falta de senso de urgência. Com isso, continuam em perigo alguns pilares fundamentais para a continuidade da vida econômica. Por exemplo, com a Grécia combalida, em estado de falência informal, quem mais sofre são os bancos.
E se quem sofre são os bancos, bastaria reunir os países da zona do euro, dividir a conta, e injetar dinheiro no sistema financeiro para evitar o pior. Uma atitude simples, mas que não consegue sair da etapa das ideias e sugestões. Falta alguém que reúna condições de liderar politicamente o processo.
Os riscos, assim, crescem um pouco mais a cada dia. Porém, as bolsas seguem sua vida, subindo e descendo ao sabor do curto prazo e do sentimento de que, no fim, tudo vai se resolver.
As bolsas asiáticas fecharam todas em terreno positivo. Hong Kong superou os 5% de alta, Seul avançou mais de 2%, enquanto Tóquio encerrou o dia com alta de 1,7%. Essa reação vem numa extensão do mercado americano, que subiu, ontem, por força de fatos nem tão novos na Europa. Disseram que as autoridades da Europa iriam resolver um desembolso gigante de recursos para salvar os bancos europeus, o que foi suficiente para que as bolsas trocassem de sinal.
Hoje, as bolsas europeias continuam otimistas. Londres subia mais de 2% agora há pouco. Também Frankfurt avançava 1,5%, da mesma forma que Paris e Madri. Isso significa que o mercado encontrou uma janela de oportunidade para respirar e sair da depressão plena e completa.
Dá para confiar? A Bovespa é um indicador precioso. O pregão brasileiro é experiente em crises e bastante influenciado pelo fluxo de capital estrangeiro. A bolsa está pesada, mesmo quando sobe por alguns dias, mantém sua tendência de baixa.

