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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Filho de peixe: a história de quem tem a política no sangue

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13/10/2011 15h23 – Atualizado em 14/10/2011 07h30

Há 53 anos, quando ele e Amambai eram ainda crianças, seu pai, Julio Menezes Nunes, foi vereador em Amambai. Teve em seus professores Doraci e Arnélio Tavares e Marlene e Lourino Albuquerque, exemplos que ultrapassaram as paredes das salas de aula. Trabalhou com o Pedrinho Mecânico, Valdemar Macena, Otaviano dos Santos, Antonio Delgado e Algacir Pissini e deles recebeu não somente o aprendizado do trabalho, mas lições de vida.

A história de vida é do amambaiense Walter Otano Nunes, 53 anos. A descendência e influências que recebeu na infância e juventude não poderiam ter deixado outra marca que não fosse o gosto pela política.

Walter nasceu na área rural de Amambai, até os nove anos estudou em escola municipal rural, período em que aprendeu e desempenhou todas as lidas do campo. Sua família é de tradição rural. Filho de Julio Menezes Nunes e Esmeraldina Otano Nunes, família tradicional da cidade.

O segundo grau estudou em Campo Grande, o que lhe ampliou a visão de mundo. Estudou em escola militar e fez curso de piloto, atividade que exerce até hoje. Nos últimos 35 anos, tem mais de cinco mil horas voadas.

Por volta de 1978, retornou para sua cidade natal. Nesta época, iniciou seus passos na vida sócio, político e comunitária de Amambai.

Fez parte do corpo de jurados da comarca de Amambai, foi candidato a vice-prefeito, vereador eleito constituinte (1989 a 1992), foi candidato a deputado federal. Por mais de 15 anos fez parte da diretoria do Sindicato Rural de Amambai. É rotariano há mais de 25 anos. Foi a partir de uma ação rotária de redistribuição de recursos do Rotary do distrito, que iniciou a parceria atual do clube de serviço com as entidades no Ferechopp

Foi por dois anos suplente e por dois titular como juiz classista na Justiça do Trabalho de Amambai. Foram mais de 500 processos julgados e conciliados. Recebeu distinção do presidente regional do Tribunal Regional do Trabalho por ação de arrecadação de roupas e de alimentos não perecíveis envolvendo toda a cidade.

É casado com Maria Cristina Nunes da Silva. Pai de Francili Nunes da Silva, Julio da Silva Nunes e Walter Otano Nunes Filho.

É atualmente produtor rural, proprietário de terras na região do Itaipá e na região do Jaguari.

Se ele se interessa pela política, especialmente a de Amambai? Claro que sim. “A política é uma maneira de colaborar com nossa cidade, com nossa comunidade, ver o crescimento”, diz Walter. Continua ele: “O que eu tenho está dentro do município, eu quero o desenvolvimento, o progresso; no passado, já contribuí muito, quero continuar contribuindo”.

Walter diz que como vereador já contribuiu com a instalação do Frigorífico, Curtume, ampliação da escola agrícola, quando esteve em Brasília e conseguiu recursos com diversos deputados federais e senador, instalação de redes de água e de energia no clube de laço, ponte para pedestres no rio Panduí, indicação do local para a construção da rodoviária e instalação da Vaca Mecânica. Também a construção do prédio do Detran foi pedido dele como vereador, assim como a ampliação do Correios. Na Constituição Municipal, foi o segundo secretário da Câmara.

Na política, ele considera o mais importante a fiscalização das contas públicas. “Se um dia eu for prefeito, não terei necessidade de ter maioria dos vereadores, mas sim a maioria do povo (…) eu acho que a fiscalização do Tribunal de Contas deve ser acompanhada pelo Ministério Público, representantes de entidades, da câmara e da Prefeitura, que devem acompanhar os fiscais do Tribunal de Contas”, avalia Walter. “Acho muito importante a fiscalização da aplicação dos recursos públicos”.

Em relação à questão agrária, ele diz que o respeito ao direito à propriedade deve vir em primeiro lugar. “Precisa ser criada uma lei para indenizar o valor comercial da propriedade que venha ser desapropriada”, propõe ele. Inclusive, continua Walter, o deputado Tetila está elaborando um projeto neste sentido, em relação à propriedade que é designada terra indígena; estou com bastante esperança em relação a esse projeto.

“Eu encaro os índios como pequenos produtores rurais discriminados, eles precisavam ter um pedaço de terra em nome deles, não no nome do governo, para eles serem cidadãos normais, não discriminados”, argumenta o produtor rural.

Propostas para Amambai? São muitas. “Amambai precisa muito, precisa investimento, precisa um aeroporto, um frigorífico, uma usina de açúcar, asfalto pra a cidade toda e para a área rural”. Eu também acho, acrescenta Walter, que o executivo municipal, através das secretarias, pode fazer parcerias com as entidades, associações; enfim, com a comunidade em geral. “São ideias que podem ser tornadas realidades”.

Walter está filiado ao PPS (Partido Popular Socialista) de Amambai. “Eu tenho vontade de sair candidato, seja a prefeito, vereador ou vice”, finaliza ele. “E tenho dito”.

Walter Otano Nunes: a descendência e influências que recebeu na infância e juventude não poderiam ter deixado outra marca que não fosse o gosto pela política.

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