23/10/2011 08h15 – Atualizado em 23/10/2011 08h15
Brasil 247
Quem ama não mata. Foi o que disse a Justiça de São Paulo ao condenar um homem à pena 16 anos e nove meses de reclusão pela prática de homicídio qualificado. O crime aconteceu em dezembro de 2008, no bairro de Pirituba, localizado na região noroeste de São Paulo.
O Ministério Público afirmou que o acusado matou sua companheira por motivo fútil, mediante asfixia e se valendo de recurso que dificultou a defesa da vítima. Consta na denúncia que os dois viviam juntos há muitos anos, mas mantinham uma relação conturbada, com inúmeros episódios de violência.
Diante do insucesso do relacionamento, a vítima resolveu rompê-lo, mas sua decisão não foi aceita pelo acusado que, no dia do crime, entrou em casa embriagado e estrangulou a companheira com a mangueira do chuveiro.
Ele foi pronunciado para ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri acusado de homicídio triplamente qualificado. Os jurados entenderam que o réu cometeu um crime de homicídio consumado.
Em sua decisão, o juiz Carlos Eduardo Oliveira de Alencar julgou procedente a ação. De acordo com o magistrado, a repressão às agressões praticadas contra mulher deve ser rígida.
O rigor do Estado, segundo o juiz, dever servir para desencorajar esses crimes, praticados, na maioria das vezes, por namorados, companheiros ou maridos, que se sentem encorajados por suposta hierarquia familiar, relação de dependência da mulher (ou até subserviência), culminando com a prática de atos covardes.

