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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Judas Priest: cinco décadas de metal ganham retrato definitivo nas telas

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Algumas bandas não apenas fazem música — elas constroem linguagens, estéticas e modos de existir. O Judas Priest é uma delas. Em 2026, a história de um dos maiores nomes do heavy metal será celebrada no cinema com a estreia mundial do documentário oficial The Ballad Of Judas Priest, que chega ao público durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale.

Com exibições previstas entre os dias 12 e 22 de fevereiro de 2026, o festival — conhecido por seu peso político e relevância cultural — será o palco da primeira apresentação pública do filme. Um cenário à altura de uma banda que sempre ultrapassou os limites do gênero musical para se tornar um símbolo cultural.

A direção fica por conta de Sam Dunn, documentarista reconhecido por seu olhar profundo sobre a cultura metal, em parceria com Tom Morello, guitarrista do Rage Against The Machine, que faz aqui sua estreia como diretor. Juntos, eles revisitam a jornada do Judas Priest desde suas raízes operárias em Birmingham, na Inglaterra, até a consolidação como uma das bandas mais influentes da história do rock pesado.

O documentário percorre a construção sonora, visual e simbólica do heavy metal, gênero que o Judas Priest ajudou a moldar como poucos. Clássicos como “Breaking The Law” e “You’ve Got Another Thing Comin’” surgem como pontos de passagem em uma narrativa que promete revelar momentos inéditos, bastidores pouco conhecidos e camadas mais íntimas da trajetória do grupo.

Para Sam Dunn, a estreia na Berlinale tem um significado especial. Segundo ele, há um entusiasmo particular em apresentar o filme primeiro ao público alemão, uma das bases mais apaixonadas do metal no mundo.

Com mais de 50 milhões de discos vendidos e 19 álbuns de estúdio lançados desde os anos 1970, o Judas Priest se tornou um dos pilares do heavy metal. O reconhecimento institucional veio em 2022, com a entrada da banda no Rock And Roll Hall Of Fame, selando um legado que já era incontestável.

O grupo também segue escrevendo novos capítulos. Invincible Shield (2024), seu álbum mais recente, rendeu uma indicação ao Grammy de Melhor Performance de Metal e marcou um feito histórico: o Judas Priest se tornou a primeira banda de heavy metal a lançar álbuns de estúdio com um intervalo de 50 anos entre o primeiro e o mais recente. O disco alcançou posições de destaque nas paradas, incluindo o segundo lugar no Reino Unido e o topo em países como Alemanha, Finlândia, Suécia e Suíça.

Em declaração oficial, a própria banda define o documentário como um convite à intimidade. Depois de mais de cinco décadas vivendo e respirando metal, The Ballad Of Judas Priest promete mostrar essa trajetória de forma crua, sem filtros, revelando não apenas os hinos e a grandiosidade, mas também as vulnerabilidades e contradições que moldaram sua história.

Tom Morello e Sam Dunn reforçam que o filme vai além dos grandes sucessos. A proposta é mostrar como o Judas Priest ajudou a transformar o heavy metal em um espaço mais inclusivo, abrindo caminhos estéticos, sonoros e simbólicos que ecoam até hoje.

Atualmente, a banda segue ativa com Rob Halford nos vocais, Ian Hill no baixo, Richie Faulkner e Andy Sneap nas guitarras e Scott Travis na bateria. Glenn Tipton, guitarrista fundador, afastou-se das turnês após o diagnóstico de Parkinson, mas permanece como uma presença fundamental na história e na identidade do grupo.

Produzido pela Banger Films e distribuído pela Sony Music Vision, The Ballad Of Judas Priest se anuncia como um retrato definitivo — não apenas de uma banda, mas de uma era, de um gênero e de uma comunidade que encontrou no metal um modo de expressão, resistência e pertencimento.

Fonte: Nádia Rocha/Redação Amambai Notícias

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