04/11/2011 18h16 – Atualizado em 04/11/2011 18h16
Para ampliar o viveiro, professor e alunos estão realizando campanha de arrecadação de embalagens Tetra Pak.
Da Redação
Os alunos do 3º ano do ensino médio da escola estadual Mbo Eroy Guarani Kaiowá, da rede de ensino de Amambai, sob a coordenação do professor Edirley Viana Vieira, estão realizando o projeto Guavirando.
A iniciativa consiste na produção de um viveiro de mudas de Guavira, planta nativa do Brasil, especialmente do Cerrado das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
O objetivo do projeto Guavirando é fomentar entre os alunos da escola, que está localizada na aldeia Amambai, a retomada de tradições e cultura tradicionais. A guavira é uma delas.
Segundo Edirley, parte das mudas produzidas será plantada na aldeia e outra parte será comercializada na comunidade de Amambai. A renda obtida com a venda das mudas será revertida para a festa de formatura dos alunos, que concluem o ensino médio no final deste ano.
A turma do 3º ano do ensino médio da escola estadual Mbo Eroy Guarani Kaiowá tem 25 alunos.
Pequi
Em fevereiro deste ano, os alunos comercializaram a fruta do Pequi, outra planta nativa da região. O projeto da venda do pequi é também acompanhado por professores que auxiliam os alunos na produção de mudas.
Segundo a diretora da escola, Nídia Pereira dos Santos Peixer, outro objetivo dos projetos é de promover a sustentabilidade entre os alunos. “Os projetos da Guavira e do Pequi são uma ideia da escola para integrar os alunos e promover a sustentabilidade, pois eles estão realizando essa ação, não só pensando no valor que irão arrecadar, mas também na parte social”, disse a diretora.
Embalagens Tetra Pak
Para incrementar o plantio das mudas e ampliar o viveiro, professor e alunos estão realizando uma campanha de arrecadação de embalagens Tetra Pak, aquelas “caixinhas” de papel aonde vêm leite, suco e outros produtos. Essas embalagens são 100% recicláveis e estão sendo aproveitadas no projeto para o plantio das mudas.
O professor solicita à comunidade em geral que guarde as embalagens Tetra Pak e doe para o projeto. As embalagens podem ser entregues na Bicicletaria localizada na avenida Pedro Manvailer, em frente ao Correios.
Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 3481.4941, com o professor Edirley.
Saiba mais sobre a Guavira
Em Mato Grosso do Sul chama-se de Guavira (nome científico: Campomanesia pubescens (DC.) O. Berg) ao arbusto que em outros Estados atende pelo nome de Gabiroba, Guariroba ou Guabiroba. O fruto, um dos mais característicos do Cerrado Brasileiro, já foi devidamente homenageado pela violeira Helena Meirelles em seu CD “Flor da Guavira”. Quem vem para a região na época certa (geralmente entre novembro e dezembro) não pode ir embora sem prová-los – seja in natura, em sorvetes ou na cachaça.
Nativa do Brasil, especialmente do Cerrado das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Disseminou-se para outros países da América do Sul, sendo bastante encontrada na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. A palavra “guabiroba”, como a planta é conhecida nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, vem dos termos tupi-guarani “wa’bi” + “rob”, que significam “árvore de casca amarga”. Por sua copa vistosa, é comumente usada em projetos de paisagismo como árvore ornamental.
Propriedades e utilização
» Composição Química: proteínas, carboidratos, niacina, sais minerais (ferro, fósforo, cálcio), vitaminas do complexo B.
» Partes Usadas: Frutos, folhas e brotos.
» Propriedades Medicinais: adstringente e antidiarréica. A infusão das folhas é relaxante para aliviar dores musculares, através de banhos de imersão.
» Usos na culinária: os frutos são consumidos in natura e usados no preparo de geleias, sucos, doces, sorvetes, pudins, licores, batidas ou curtidos na cachaça.





