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sábado, 22 de agosto de 2026

Amotinados da USP têm hora marcada para sair

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05/11/2011 09h06 – Atualizado em 05/11/2011 09h06

Brasil 247

Os estudantes que invadiram e ocupam o prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo desde quarta-feira têm até as 17h deste sábado para deixar o prédio. E não terão luz ou acesso à internet até lá. A administração da universidade cortou o fornecimento de energia elétrica e os alunos tentavam ligar um gerador para passar a noite.

A decisão da 9ª Vara de Fazenda Pública determina que a reintegração da reitoria “deverá ser realizada sem violência, com toda a cautela necessária à situação, mediante a participação de um representante dos ocupantes e da autora para a melhor solução possível, observando a boa convivência acadêmica, em um clima de paz”. Caso os alunos não deixem o prédio, a juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti autorizou, “como medida extrema”, o uso de força policial.

Uma audiência de conciliação entre os alunos que ocupam a Reitoria universidade e os representantes da USP foi marcada para a manhã este sábado. A sessão será conduzida pela juíza Simone Gomes, a partir das 10 horas, no Fórum Hely Lopes Meirelles. Nesta sexta-feira, uma comissão de negociação da universidade se reuniu com representantes dos alunos que invadiram o prédio na última terça-feira, mas não houve acordo entre as partes.

Durante a reunião – de que participaram da reunião cinco estudantes, um professor da Faculdade de Direito indicado pelos alunos para a negociação e dois diretores do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) – , foi proposta a criação de dois grupos de trabalho, formados por representantes da reitoria, estudantes e funcionários. A primeira iria examinar a questão dos processos administrativos disciplinares contra estudantes e funcionários, e a segunda discutiria o convênio entre a USP e a Polícia Militar (PM). Os dois assuntos abordam as principais reivindicações que levaram os estudantes a ocuparem o prédio.

Porém, como a constituição desses grupos foi condicionada à desocupação da reitoria, os representantes dos alunos não aceitaram a proposta. Em nota divulgada pelo Sintusp, afirma-se: “Diante de tudo isso, a posição dos estudantes ocupantes da reitoria é de resistir à ameaça de reintegração violenta por parte da PM”. Ainda hoje, um oficial de Justiça entregou no prédio invadido o documento referente à decisão proferida ontem pelo Tribunal de Justiça, que determina a reintegração de posse do prédio.

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