08/11/2011 13h58 – Atualizado em 08/11/2011 13h58
Passageiros acusam sargento da PM de abuso de poder e truculência em terminal rodoviário
Marcos Tomé/Região News
Vários passageiros da linha Campo Grande, Ponta Porã, se revoltaram com a ação de um policial militar no Terminal Rodoviário da capital na madrugada do último sábado, 5. O fato aconteceu por voltas da 1h e provocou atraso em mais de 40 minutos na saída dos ônibus da Viação Expresso Queiroz.
Ocorre que em dado momento em que um dos ônibus se preparava para iniciar seu respectivo itinerário, apareceu um soldado Polícia Militar que pediu ao motorista se era possível dar uma carona até Dourados. O motorista informou ao policial que o carro estava com todas poltronas ocupadas (lotado), que não seria possível atendê-lo naquele momento.
Segundo relatou o jornalista Jaime Mel, de Paranhos, que estava no local no momento do acontecido, ao ouvir o diálogo do policial com o motorista, um sargento da Polícia Militar, identificado em sua farda como Marcos Roberto, que fazia ronda naquele local, usou de truculência com o motorista do ônibus e começou a gritar.
Segundo Jaime, o sargento sinalizou, esbravejando ao condutor do ônibus, que iria fazer uma revista no carro. “Vamos realizar uma revista em todas as bagagens desses ônibus, peçam aos passageiros para descerem para acompanhar”, gritou. O motorista, sem esboçar nenhuma reação contraria, desceu do ônibus
Diante dos fatos, o jornalista indagou ao sargento se o procedimento era correto e o mesmo disse que sim e ameaçou o jornalista dizendo que, se continuasse com as perguntas, o algemaria. Foi quando o jornalista apresentou sua identidade, mesmo sem o sargento pedir. Jaime revidou a agressão verbal do Policial, afirmando que iria relatar o que ele chamou de abuso de autoridade em seu jornal.
Indignado com a reação do sargento, que começou descer os pertences (malas) dos passageiros do interior do bagageiro do ônibus, o jornalista começou a fazer registros fotográficos da ação do Policial. Nervoso o sargento ordenou aos seus subordinados, dando-lhes ordem para algemar o jornalista e lhe tomassem a máquina fotográfica.
Diante da ordem, os policiais preferiram conversar com o repórter de forma calma e serena. Jaime afirmou ainda que o “sargento raivoso” sequer abriu uma mala para averiguar o que tinha dentro. “Um absurdo, humilhação e total despreparo do sargento”, relatou. Segundo o jornalista, o ocorrido foi lavrado em um relatório e encaminhado à diretoria da empresa que se comprometeu a levar ao conhecimento do comandante geral da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul.


