21/11/2011 16h12 – Atualizado em 21/11/2011 16h12
Da Redação
“Este é um movimento de mulheres com a participação dos homens; com a criação do PDT Mulher queremos reforçar nossa luta pela igualdade dos direitos e deveres entre os gêneros, seja na política ou em qualquer outra área”. A afirmação, feita durante reunião de criação do PDT Mulher de Amambai, foi feita pelo ex-vereador e pré-candidato a prefeito nas eleições de 2012, Gilmar de Almeida Vicentim.
A reunião, que foi realizada na residência do presidente do partido, Rui Cordeiro, na manhã do último domingo (20), contou com a presença de 30 pessoas, todos membros do diretório municipal do PDT (Partido Democrático Trabalhista) em Amambai.
Na oportunidade, a comissão executiva e o diretório do partido criaram o PDT Mulher, grupo de mulheres pedetistas que objetivam eliminar qualquer forma de discriminação e incentivar a participação das mulheres na política.
Para o vereador Cristino Toledo (PDT), “é inadmissível que Amambai não tenha hoje uma vereadora”. “O PDT Mulher tem duas tarefas principais: participar da elaboração do programa de governo e promover a participação das mulheres nas eleições 2012”, avaliou o vereador pedetista.
A professora Vera Lorenzetti é a presidente do PDT Mulher de Amambai. ”Queremos mostrar a força da mulher dentro do partido e na sociedade”, disse ela. Vera falou ainda que o PDT é o partido da educação e que as mulheres pedetistas de Amambai podem desenvolver alguma ação nesse sentido. “Queremos fazer algo constante; queremos engrandecer o nome do partido”, falou Vera.
O PDT Mulher está composto hoje pelas pedetistas Vera Lorenzetti, Viviane Viaut, Zaneti Borges, Cristina Verdana, Ivone Ferro, Ângela Verdana, Luciana Vicentin, Claudete Lima da Silva, Doralice Silva e Yara Manica, entre outras. Todas integram o diretório municipal do partido.
Eleições 2012
Sobre o processo eleitoral de 2012, Gilmar Vicentim disse que continuam firmes as discussões do grupo político suprapartidário formado pelo PDT, PMDB, PPS, PSB, PT do B, PP, PRTB e PC do B de Amambai com o intuito de lançar chapa majoritária única.
São quatro os nomes que disputam a cabeça da chapa – a vaga de candidato a prefeito. São eles: Gilmar Vicentim (PDT), Sérgio Barbosa (PMDB), Luiz Bandeira (PPS) e Anilson Prego de Souza (PSB). Além desses, nomes como dos ex-prefeitos de Amambai, Geraldo Corrêa e Wilson Nunes, do empresário Firmino Teixeira e do pecuarista Alcione Mascarenhas, entre outros, também engrossam o grupo.
Para a professora Zaneti Borges, a hora é de união. “Temos que nos unir, dentro e fora do partido; pois os partidos têm poder para isso, para mostrar que a política é séria”, falou a professora.
Os nomes dos pré-candidatos a prefeito e a vice do grupo suprapartidário deverão ser definidos pelas lideranças partidárias. Segundo o presidente do PDT de Amambai, “o PDT tem projeto e tem candidato, que é o Gilmar”. O partido irá defender o nome do Gilmar com base na sua história na cidade. “O nome do Gilmar é o mais indicado para participar das eleições (majoritárias)”, falou o vereador e virtual candidato a reeleição, Cristino Corrêa.
No dia 3 de dezembro, no CTG Sentinela de Amambai, haverá a próxima reunião do grupo político suprapartidário.
A posição do PDT MS
Criar quadros específicos para as mulheres dentro do PDT pode parecer para muitos uma atitude desnecessária principalmente diante das mudanças e das conquistas alcançadas nas últimas décadas.
Não se desconhece o crescimento da participação do público feminino no mercado de trabalho, nas instituições de ensino ou ainda no que se refere a ser chefe de família, vem crescendo também a proporção de núcleos familiares liderados por mulheres.
Apesar disso, quando se analisa dados relativos à violência doméstica à mulher, seja ela física ou psicológica, as estatísticas são estarrecedoras, e o que é pior, a violência na maioria das vezes está dentro de casa. Também quando se observa com mais atenção essa mulher no mercado de trabalho, fica claro que ela ainda é discriminada, recebe os menores salários e ocupa, mesmo com mais qualificação profissional, posições inferiores. Além disso, ela ainda acumula sozinha várias obrigações no ambiente doméstico: cuida da casa, dos filhos e também do marido.
A participação no meio político, então, ainda é mínima.
Diante dessa constatação, o Diretório Estadual vem estimulando a organização das mulheres pedetistas, porque, além de entender que é preciso lutar para eliminar qualquer forma de discriminação, acredita que lugar de mulher é onde ela quiser.
A atuação das mulheres pedetistas em Mato Grosso do Sul é dirigida pela Comissão Estadual de Ação das Mulheres Trabalhistas (AMT/MS), com representação em vários municípios.

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