01/12/2011 09h42 – Atualizado em 01/12/2011 09h42
Polícia realiza operação em MS e 4 Estados contra esquema de Fernandinho Beira Mar
Fonte: MS record
Após um ano da ocupação do Complexo do Alemão pelas forças de segurança, a Polícia Civil do Estados do Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais realizam, nesta quinta-feira (1º), a “Operação Scriptus” que visa desmantelar esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do comando de Fernandinho Beira Mar.
Segundo informações da polícia, a ação tem como objetivo prender pessoas envolvidas no processo de lavagem de dinheiro do tráfico da facção criminosa que dominava a comunidade, cumprindo 20 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão.
Foram analisados 14 retalhos de papel pautado, com manuscritos do traficante Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira Mar”, apreendidos durante a ocupação, os agentes puderam descobrir o esquema responsável pela obtenção de grande parte das armas e drogas para a comunidade, além de como era realizada a lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, cerca de 10 toneladas de maconha, das 40 apreendidas durante a operação de ocupação, chegaram ao Complexo do Alemão através do esquema montado pelo traficante.
As investigações foram desencadeadas pelo Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NUCC – LD), com apoio da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Coordenadoria de Inteligência e Informação Policial (CINPOL).
De acordo com o coordenador do NUCC – LD, delegado Flávio Porto, a análise do material identificou também a existência de uma espécie de “terceiro setor”, integrado por pessoas físicas e jurídicas, sediadas em Foz do Iguaçu, Mato Grosso do Sul e Belo Horizonte, que tinham como função dar uma aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas.
O capital era depositado em suas contas por pessoas que se associaram ao grupo criminoso, exercendo o papel de “agentes depositantes”, geralmente moradores da localidade que levavam o dinheiro às agências bancárias quantias expressivas.
Ao perceber essa movimentação, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), em parceria com a Polícia Civil, possibilitou o bloqueio e sequestro dos saldos das contas bancárias envolvidas no esquema, por onde circulavam mais de R$ 20 milhões. A partir daí, será possível atingir o patrimônio dos bandidos, construído com dinheiro ilícito.
As pessoas envolvidas no esquema responderão por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

