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sábado, 27 de junho de 2026

Programa que simula planetário virtual pode ser usado nas salas de informática

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Visualizar o céu por meio de um programa de computador é o que permite, entre outras coisas, o software gratuito Stellarium, criado em 2001 pelo francês Fabien Chéreau. O acadêmico do último ano do curso de Física da UFMS, Johnathan C. Miguel, vai ministrar hoje (14) uma oficina no 10º Encontro Regional do Ensino de Astronomia (X Erea) em que vai orientar sobre a utilização desse programa para o ensino de astronomia.

Johnathan explica que o Stellarium é um simulador da abóbada celeste em tempo real que pode ser executado em várias plataformas (sistemas operacionais). “O Stellarium permite que o usuário exiba o sistema solar e seus corpos celestes visualizando em tempo real a ‘dança cósmica’ destes corpos”.

O programa tem a capacidade de exibir diversas informações acerca de inúmeros corpos celestes com excelente qualidade gráfica, na tela do computador, em 3D. “É como se [o observador] estivesse no chão, ao ar livre, olhando para o céu, alem disso, programa é capaz de simular o céu diurno, noturno e os crepúsculos de forma muito realista. O Stellarium permite regredir ou avançar no tempo através de um sistema de datas e horários muito eficiente e fácil de utilizar, permitindo que o usuário, por exemplo, possa antecipar e visualizar eclipses futuros, ou ainda, visualizar os eventos passados e futuros de qualquer lugar dos planetas do sistema solar”.

Como em Mato Grosso do Sul as escolas estaduais dispõem de salas de informática, a existência de softwares que podem auxiliar o professor proporciona uma enorme ajuda no processo de ensino. “Muitos professores não conhecem essas ferramentas facilitadoras. No caso do ensino da astronomia o Stellarium é uma delas, e é o que vamos mostrar no X Erea. Ele é extremamente intuitivo e fácil de usar. No X Erea, pretendo mostrar os conceitos básicos da utilização do Stellarium na versão 0.9.1, apresentar as ferramentas que ele oferece para que o professor participante use-o na sala de aula. Nesse sentido, os alunos vão interagir com algo mais do que as simples figuras e dados astronômicos contidos em livros”.

Como exemplo para uma aplicação em sala de aula, pode-se mostrar que na verdade o Sol nem sempre nasce no mesmo ponto e se põe no outro, ou seja, nasce no leste e se põe no oeste, como é representado em muitos livros didáticos. “Isso é um erro! E muitas pessoas têm essa concepção errônea. Como o Stellarium exibe as marcações dos pontos cardeais, é possível aumentar a velocidade com que os dias passam de forma que percebamos que o Sol só nasce realmente no ponto leste nos equinócios (Primavera e Outono)”.

Um outro exemplo são os eclipses, explica Johnathan, algo que chama bastante atenção das pessoas, mas muitas não sabem explicar como de fato isso acontece. “Utilizando o Stellarium podemos simular os eclipses, utilizar a simulação e estudarmos com os alunos como de fato isso acontece, também podemos simular a variação da luminosidade na atmosfera causada pelo eclipse do Sol, demonstrar aos alunos que há fases da Lua específicas em que podem ocorrer os eclipses solares e lunares, assim, permitindo também o estudo das fases da lua e até estudo e visualização dos eclipses ocorridos em outros planetas que têm seus satélites (luas)”.

Johnathan, que também participa na organização do X Erea, decidiu participar do evento porque o considera muito importante para o professor, pois permite que ele se atualize, melhorando sua prática pedagógica, apropriando-se de novos recursos didáticos que a cada dia se multiplicam. Quando terminar o curso de Física, ele pretende seguir a linha da pesquisa acadêmica em educação em ciência. “Desenvolver e levar novos conceitos e recursos didáticos para a sala de aula é a meta que almejo. Desenvolver nos jovens o gosto pela ciência no meu ponto de vista é o verdadeiro sinônimo de progresso para um País, é assim que procuro contribuir para facilitar não só esse gosto por parte dos alunos como também a melhora do ensino em si, a melhora da capacidade dos professores de usarem recursos inovadores que motiva os alunos a desenvolverem gosto pela ciência, e assim, pela carreira científica”, finaliza.

A oficina “Utilização do software Stellarium para o ensino da Astronomia” acontece nesta quinta-feira (14), às 8 horas, no Telecentro da Unidade 7 da UFMS, em Campo Grande. O evento é realizado com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Educação. Mais informações pelo site do X Erea.

Fonte: Notícias MS

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