22/12/2011 14h42 – Atualizado em 22/12/2011 14h42
Combate às drogas é tema de curso para conselheiros do Conselho Antidrogas de Amambai
Da Redação
Conselheiros de Amambai do Conselho Municipal de Combate ao Uso de Drogas (Comad) participaram neste ano de 2011 de curso de capacitação profissional promovido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
Participaram da capacitação presidente do Comad de Amambai, Lucivaldo da Silva Lima, e os conselheiros Geraldo da Silva, Josiane Brandão da Silva Scandollara, Marcos Daniel Echeverria e Rubens Pereira de Azevedo.
As aulas aconteceram na UEMS em Dourados, uma e/ou duas vezes ao mês, durante todo o ano de 2011. A participação no curso foi viabilizada através de apoio da Prefeitura Municipal.
O Projeto
O projeto que teve início a partir de um convite do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – Senad, dirigido à UEMS como resposta aos desafios impostos face ao fenômeno do uso do crack na sociedade por todo país.
A iniciativa objetiva a implantação de Centros Regionais de Referência em Instituições de Ensino Superior Públicas Federais e Estaduais, para formação permanente dos profissionais que atuam nas redes de atenção integral à saúde e de assistência social com usuários de crack e outras drogas e seus familiares.
Para tanto, foram realizados cinco cursos durante o ano de 2011 para atualização e capacitação de profissionais que atuam nas redes SUS e SUAS. Os cursos foram realizados na Unidade Sede da UEMS em Dourados/MS.
A importância da capacitação
Em muitos aspectos, o uso e os problemas relacionados ao consumo de crack não são diferentes do que acontece com outras drogas. Mas há diferenças e para que as ações empreendidas sejam efetivas, há a necessidade de conhecer de forma mais profunda os problemas relacionados ao uso dessa droga. A necessidade de conhecimento se estende à importância de capacitar os profissionais que lidam no dia a dia com pessoas que usam crack e seus familiares.
O enfoque do projeto UEMS sustenta-se em uma compreensão de que o consumo e os problemas com o crack devem ser entendidos como determinados por múltiplos aspectos da existência humana, incluindo as dimensões biológicas, psíquicas e socioculturais tanto na origem dos problemas como nas propostas de sua abordagem.
Histórico do crack
Não é de hoje que o Crack invade as famílias no Brasil, destruindo cada seio familiar de uma forma devastadora.
O crack surgiu na década de 70 quando começaram a misturar outros produtos à cocaína, vindo a se tornar um problema nos anos 80 nas camadas mais pobres dos EUA, o nome deriva do som produzido pela pedra que é fumada, produzindo um som de estalo, daí vindo o nome de Crack. Tornou-se muito popular no Brasil, pois é uma droga barata e de alto poder viciante, seu poder é inimaginável e devastador, sendo que ela age diretamente no sistema nervoso central de quem a utiliza.
Com o tempo o seu uso se torna constante e irresistível, sua abstinência é cruel, sendo o usuário refém da droga sem poder nenhum de decisão sobre seus atos, para conseguir mais droga acabam se sujeitando ao crime, a prostituição.
O problema não é somente da família de quem se utiliza da droga, mas um problema geral do país, cada qual com sua responsabilidade, o Estado responsável pelo tratamento e prevenção, juntamente com o poder Legislativo e Judiciário que são responsáveis pela criação de mecanismos legais e rígidos contra a disseminação descontrolada do vicio. Só com políticas preventivas e rígidas poderemos combater o crack, que não somente é um problema social, mas um problema ético, familiar e de todos, pois o combate é difícil, mas não impossível.
Por isto faz-se necessária uma integração de esforços entre governos, políticos, sociedade civil e instituições de ensino no sentido de proporcionar recursos (humanos e materiais) para que os objetivos deste projeto tornem-se reais e de fato minimizem os efeitos nocivos do consumo de drogas ilicitas latente na sociedade contemporânea.
Com informações da secretaria municipal de Assistência Social



