26/12/2011 13h36 – Atualizado em 26/12/2011 13h36
Fonte: Jornal Gran Dourados
Investigações realizadas pelo serviço de inteligência da polícia brasileira, apontam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção paulista com ramificação em vários Estados, inclusive Mato Grosso do Sul, se associou à traficantes do Paraguai e da Bolívia para assumir a venda de entorpecentes à países da Europa.
As informações são do jornal Folha de São Paulo e mostram como os responsáveis pela comercialização entram à partir dos países vizinhos, em terras sul-mato-grossenses para ‘exportar’ as drogas ao Velho Mundo.
De acordo com o diário nacional, a maconha produzida em Capitan Bado, no Paraguai é enviada à Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã, passando pelo município de Dourados e levada à capital paulista através de caminhões.
Ainda segundo a Folha de São Paulo, as investigações apontam que o PCC começou a atuar no tráfico internacional de drogas em 2008, quando percebeu a oportunidade de arrecadar dinheiro através das comercializações de entorpecentes.
A venda mensal da maconha apontada no relatório divulgado pelo jornal, baseia-se em dados da Polícia Federal e demonstram um giro médio de pelo menos duas toneladas por mês. Já a cocaína que vem da Bolívia, a estimativa é de que seja ao menos uma tonelada.
Porém, os números podem ser maiores. No final da semana passada, a Polícia Federal abordou dois caminhões com placas de Mato Grosso na MS-156, rodovia estadual que passa por Caarapó com aproximadamente 13,7 toneladas de maconha, que podem fazer parte do esquema e seriam levadas para São Paulo e Minas Gerais.
Dois motoristas residentes no Estado vizinho ao Norte foram presos, mas o propriedade da droga ainda é desconhecida.
As apreensões não param por aí. Dados divulgados por diversos organismos policiais como a PF, Ministério da Justiça e Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), além de órgãos competentes de São Paulo e Mato Grosso do Sul, demonstram que entre os meses de junho e o dia 8 de dezembro, 4.242 pessoas foram presas e 115,3 toneladas de drogas apreendidas, além de 75 mil munições e 534 armas tiradas de circulação.
A média mensal dessas apreensões chegam perto das 20 toneladas/mês de entorpecente, quase 700 quilos diários.
COCAÍNA
Além do transporte de maconha ser quase todo realizado em território sul-mato-grossense, as investigações policiais brasileiras apontam que o Estado também possui uma rota alternativa no tráfico de cocaína, apesar de ser pouco utilizada.
Segundo a Folha, a droga sai da Bolívia e é levada por avião até o município de Pedro Juan Caballero, onde é transportada até a cidade de Ponta Porã e de lá, enviada à capital paulista para depois ser encaminhada à Europa.
Mas em muitos casos os traficantes preferem utilizar portos nas cidades de Assunção, capital do Paraguai, chegando à capital argentina, Buenos Aires para ser enviada para Portugal, Alemanha e Itália.

