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domingo, 3 de maio de 2026

Quase 50% dos presos trabalham em Ponta Porã

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09/01/2012 08h20 – Atualizado em 09/01/2012 08h20

Fonte: Sejusp

Ponta Porã (MS) – Se o sociólogo e pensador alemão Max Weber pregava em suas obras a famosa frase “o trabalho dignifica o homem”, em Ponta Porã, o a direção da unidade Penal Ricardo Brandão (UPRB) está oferecendo oportunidade para as pessoas que cumprem pena no local. Quase 50% dos internos integram as diversas frentes de trabalhos desenvolvidas através de projetos próprios e que têm apoio da sociedade local.

Segundo o diretor da UPRB, Rodrigo Borges, atualmente são 148 internos trabalhando nos setores de cozinha, limpeza, olaria, confecção de calçadas táteis e setor de corte e costuras. O presídio também já fabricou bolas para a Fundação de Esportes de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) e possui horta com capacidade suficiente para atender o consumo interno da unidade prisional.

Conforme Borges, um dos convênios foi firmado com a Prefeitura Municipal para reforma das cadeiras e carteiras escolares da Rede Municipal de Ensino (REME). “Levantamento feito pelas autoridades, a quantidade de carteiras que reformamos e entregamos ao município, se fossem adquiridas novas custariam R$ 160 mil. Com o trabalho que desenvolvemos aqui o custo total não passou de R$ 50 mil, o seja menos de um terço do valor que seria gasto”, comenta o dirigente.

Além de ajudar na recuperação o trabalho dentro da Unidade Penal também serve para ajudar no sustento de muitas famílias. O diretor explica que muitos homens que cumprem pena no presídio possuem famílias e o que recebem ajudam no orçamento doméstico. “Os internos que trabalham recebem ¾ de um salário mínimo, valor equivalente atualmente a R$ 408,75 e, para cada três dias trabalhado, um dia é reduzido da pena fixada pela justiça”, comenta.

No setor de corte e costura, os internos fabricam os uniformes para eles próprios. Nesse projeto está presente o Conselho da Comunidade e uma empresa particular. “Nós fazemos a seleção dos detentos para atuarem nas frentes de trabalho através do bom comportamento. Na cozinha, uma empresa terceirizada é responsável pela preparação das cinco refeições diárias para os reeducandos. Todo o processo de produção é desenvolvido com acompanhamento de uma nutricionista, uma cozinheira profissional e mais dez internos que recebem pelos serviços”, disse.

No presídio é produzido um milheiro de tijolos ecológicos por dia. “A produção daqui é trocada por materiais elétricos e de construção, com os quais construímos salas e trocamos toda a rede elétrica, garantindo melhorias para os funcionários, para os internos e agora está melhorando o acesso dos advogados. Fizemos calçadas, melhoramos a parte da frente com jardinagem e acabamos com um velho problema do presídio que era o esgoto que corria a céu aberto”, detalha Borges.

A primeira produção de piso tátil que saiu da Unidade Penal “Ricardo Brandão”, fala o oficial Borges, foi usada no Sindicato Municipal dos Trabalhadores na Educação (Simted) de Ponta Porã. “Temos recebido o apoio do Conselho da Comunidade e da sociedade da fronteira. Nosso objetivo é continuar desenvolvendo as parcerias para que possamos aumentar e desenvolver novos projetos com os internos da nossa unidade penal”, afirma.

Conselho

O diretor Rodrigo Borges Marques faz questão de destacar o apoio que vem recebendo do Conselho da Comunidade. Ele disse que brevemente quatro novas celas estarão prontas para atender os detentos. “Está em fase final a construção que foi iniciada com R$ 10 mil doados pelo Conselho. Com esse recurso a gente iniciou e depois a continuação ocorreu com o nosso projeto de fabricação de tijolos. Até a parte elétrica já está sendo feita e nos próximos dias teremos mais espaço para atender principalmente os presos que estão incluídos nos projetos e tem uma ocupação”, finaliza.

Quase 50% dos presos trabalham em Ponta Porã

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