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domingo, 26 de julho de 2026

Pais e amigos de autistas promovem conscientização em Amambai

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02/04/2012 22h30 – Atualizado em 02/04/2012 22h30

Fonte: Da Redação

No Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, celebrado nesta segunda-feira (2), especialistas e organizações da sociedade civil alertaram os brasileiros para a necessidade do diagnóstico precoce.

Em Amambai, um grupo de pais e amigos de autistas também aproveitou a data para realizar uma campanha de conscientização. A manifestação aconteceu no final da tarde da segunda-feira, na avenida Pedro Manvailer, na altura da praça Cel. Valêncio de Brum, região central de Amambai.

O grupo, composto por cerca de 30 pessoas, distribuiu folhetos educativos sobre a síndrome para os pedestres e motoristas que passavam pelo local. O vínculo entre os voluntários é a amizade.

Segundo o grupo, a secretaria municipal de Saúde tem em seu banco de dados oito casos de autistas em Amambai, mas esse número pode ser maior já que muitas mães não conhecem as características e informações sobre a síndrome.

Relato

Iria Miranda é mãe de Guilherme, 14 anos, portador da síndrome de autismo. Ela conta que desde seu nascimento procurou apoio e atendimento. “Fui atrás e busquei ajuda, ele frequentou a escola especial e sempre teve atendimento fonoaudiólogo e fisioterápico”, relata ela. Hoje, seu filho frequenta o ensino regular.

A mãe de Guilherme falou ainda que “houve muitos desafios, mas muitas vitórias também (….) acima de tudo houve amor”. “Aqui a gente está para conscientizar, a gente quer divulgar, pois quanto mais cedo essas crianças forem atendidas, melhor para elas”, explica Íria.

Atendimento profissional

A iniciativa contou com o apoio da Clínica Renovare, que presta atendimento para Guilherme. Três profissionais da clínica participaram da conscientização: as psicólogas Danna Dresch e Fernanda da Silva Martins e a fisioterapeuta Thalyta Brandão de Assis.

Fernanda alerta que o autismo é apenas uma das síndromes existentes e que existem outras que as famílias desconhecem. “Para diagnosticar é preciso conhecer as características da doença”, explica a psicóloga da Renovare.

Sobre o autismo

O autismo é uma síndrome que afeta de maneira acentuada a capacidade do indivíduo falar, comunicar-se e interagir com outras pessoas e com o ambiente. Estima-se que 2 milhões de brasileiros sejam autistas. Em todo o mundo, são cerca de 70 milhões de pessoas, de acordo com as Nações Unidas. O transtorno é mais comum em homens do que em mulheres.

Desinteresse pela convivência outras pessoas, pouco contato visual, fixação por objetos, não reação quando é chamado por alguém ou recusa de contato físico são alguns dos sinais do autismo, que aparecem, em sua maioria, antes dos 3 anos de idade.

Aos 2 anos de idade, se a criança não consegue falar, não se interessa em brincar com outras crianças ou não pede colo é um sinal de alerta. Até o momento, não há cura para o autismo, mas o tratamento, quando iniciado logo após o diagnóstico, aumenta as chances de a criança ter mais independência na vida adulta.

O tratamento não é o mesmo para todos os autistas, que podem apresentar grau leve ou severo (quando compromete mais o indivíduo), mas baseia-se em terapias comportamentais e médicas com o objetivo de estimular o indivíduo a se socializar e ter qualidade de vida.

A educação tem também um papel fundamental para que o autista possa ter melhor convivência no ambiente onde vive. Especialistas defendem que a escola deve ter uma abordagem específica para lidar com essas crianças e reclamam da falta de instituições adequadas.

Grupo de pais e amigos de autistas.

As profissionais da Clínica Renovare.

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