30/04/2012 14h14 – Atualizado em 30/04/2012 14h14
Fonte: Notícias MS
O público corumbaense novamente passeou pela sonoridade sul americana na quarta noite do Palco das Américas, no 9º Festival América do Sul. Desta vez as guaranias paraguaias, o rock, chamamé e o “rock-samba” agitaram as 40 mil pessoas presentes na Praça Generoso Ponce. As atrações da noite foram o instrumentista paraguaio, Juan Panchi Duarte, a banda de Ponta Porã, Surfistas de Trem, Renato Borghetti e Perla e a revelação do momento, o Grupo Sambô.
Através das guaranias e polcas paraguaias, o instrumentista paraguaio Juan Panchi Duarte proporcionou uma pequena viagem pelas regiões de seu país, apresentando ao público a diversidade musical da tão tradicional polca. “É uma honra estar neste festival e compartilhar com vocês a experiência de nossa música. Apresentaremos uma pequena seleção de guaranias e polcas de grandes compositores paraguaios como Armênio Gimenez e Demétrio Ortiz”, disse Panchi durante a apresentação. Em um show dançante, como ritmo da polca dita, Pachi Duarte agradou ao público que já começava a ser preparado para as grandes emoções da noite.
Direto da região fronteiriça de Ponta Porã, a banda Surfistas de Trem subiu ao palco logo em seguida e mostrou um repertório com músicas autorais, mas que também apresentava ao público outras sonoridades em constante crescimento em Mato Grosso do Sul.
Denominando seu estilo como uma fusão “Samba Reggae and Roll”, os Surfistas também tocaram músicas de bandas regionais como a conhecida Curimba, de Campo Grande. Ficou a cargo da banda mostrar para o público corumbaense os novos ritmos em crescimento no Estado. Os Surfistas de Trem saíram com a resposta positiva do público que dançou e agitou ao som de várias influências da banda sul-mato-grossense.
Quando Renato Borghetti subiu ao palco e “puxou” o primeiro acorde de sua gaita, já era possível imaginar o peso de seu show e principalmente a animação do público. Com um show voltado ao tradicional chamamé, o público prontamente começou a dançar e a ovacionar cada uma das canções apresentadas pelo instrumentista no Palco das Américas.
“Acho muito importante este encontro de culturas, é uma espécie de interferência positiva no trabalho de todos que participam de um evento deste porte. Este contato entre os músicos deve ocorrer constantemente. A América Latina é referência mundial na riqueza de ritmos e etnias e isso deve ser cada vez mais colocado na música”, disse Renato. Com uma apresentação bastante aplaudida, o gaiteiro fez todo público dançar. Ao iniciar mais uma instrumental do chamamé, Borghetti chamou ao palco a cantora paraguaia Perla, que levou as pessoas que acompanhavam à emoção.
Em coletiva antes de subir ao palco, Perla elogiou a iniciativa do Festival, classificando-o como contribuidor para o encontro de povos através da música e destacou a simplicidade como principal suporte pra a carreira de um artista. “Acho a linda a iniciativa deste festival. Tenho um carinho enorme pelo Brasil, acho que conheço mais o Brasil do que o próprio Paraguai. Corumbá está sendo presenteada com este evento, que deve acontecer muito mais vezes. Acredito que através da simplicidade conseguimos manter próximo o nosso contato com o mais diverso público. Cada vez que subo ao palco, sempre me emociono ao ver as pessoas que vão ao meu show”, disse a cantora emocionada.
E foi dessa forma simples que Perla se dirigiu ao palco, cumprimentando cada pessoa que encontrava no trajeto e até mesmo dançando com jornalistas, até subir ao palco onde estava Renato Borghetti tocando a polca paraguaia que foi completada com a voz potente de Perla, para delírio do público, visivelmente emocionado. Após algumas canções, Borghetti deixou Perla conduzir a sua apresentação, recheada de seus maiores sucessos, cantada em voz alta pelo público do início ao fim. Perla saiu do palco altamente aplaudida por fãs que tentavam incessantemente conseguir uma foto ou autógrafo da cantora, que de imediato foram atendidos.
Considerados a atração principal da noite, o Grupo Sambô não perdeu tempo e fez o público dançar incessantemente durante mais de 1h30 de apresentação no Palco das Américas. O grupo trouxe para Corumbá os sucessos de suas versões denominadas “rock samba” de bandas como O Rappa, Cidade Negra, Maroon 5, Janis Joplin e Led Zeppelin entre outros além dos trabalhos autorais. O público também cantou em voz altas as músicas, tocadas uma seguida da outra não dando tempo para o público respirar.
“Somos um grupo de amigos que querem se divertir. A ideia de criar versões de músicas de estilos tão variados como o rock e soul partiu de uma brincadeira em um dia de roda de samba. De maneira alguma queremos ironizar estas bandas, pelo contrario, queremos homenageá-las pois tivemos uma formação no rock e no samba”, disse o vocalista Daniel San.
O Grupo Sambô fechou em grande estilo a quarta noite do FAS, sendo ovacionado pelas cerca de 40 mil pessoas que acompanhavam a apresentação da banda. Corumbá saiu mais uma vez satisfeita com a noite de integração musical e cultural proposta pelo Festival América do Sul.




