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sábado, 25 de julho de 2026

Funcionários do Judiciário de Amambai estão em greve por tempo indeterminado

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25/05/2012 15h50 – Atualizado em 25/05/2012 15h50

Fernanda Moreira / Da Redação

Os funcionários do Poder Judiciário de Amambai entraram em greve nesta semana. 60% dos funcionários do Fórum do município estão de braços cruzados aguardando suas reivindicações serem atendidas pelos desembargadores responsáveis pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Amambai, Ederson Centurion, explicou os motivos da paralisação. “A principal reivindicações da classe é a reposição salarial para a categoria. Nós pedimos 18% de aumento salarial mas o Tribunal de Justiça não quis negociar e ofereceu 6% de reajuste para todos os cargos. Nós poderíamos abrir mão de 4%, pedindo apenas 14% de aumento, mas eles não aceitaram essa opção. A alegação para um reajuste tão baixo é que o Tribunal não tem orçamento suficiente para suprir uma reposição salarial maior”, disse ele.

“O Tribunal de Justiça apresentou uma proposta de aumento salarial de 6% linear, para todos os cargos e mais R$ 150,00. Mas essa proposta não foi aceita, depois, foi proposto, na última reunião realizada no dia 21, um reajuste de variando do menor salário dos funcionários sofrendo um aumento de 18,5% e o maior salário recebendo aumento de 7%”, citou Ederson.

De acordo com ele, as últimas reuniões realizadas entre o Sindijus e os responsáveis pelo Tribunal de Justiça não têm surtido efeito, pois os desembargadores não têm se mostrado abertos à negociação com os membros do sindicato.

“As reuniões são realizadas na sede do Tribunal de Justiça de Campo Grande, mas nenhuma comarca toma sua decisão sozinha, tudo depende das outras comarcas, pois, das 54 comarcas do estado, 28 decidiram pela greve. Caso saia uma decisão do Sindijus de aceitar alguma proposta do Tribunal de Justiça, nós iremos realizar uma assembleia geral aqui e decidimos se vamos acatar ou não, mas depende também das outras comarcas do estado”, explica Ederson que, junto com os funcionários grevistas do Fórum de Amambai, aguardava o resultado de mais uma reunião realizada na manhã de hoje (25) em Campo Grande, que definiria o rumo da greve ou o retorno ao trabalho dos servidores. Até o fechamento desta matéria, não havia sido divulgado nenhum resultado quanto à continuação ou não da greve.

Em Amambai, o Fórum possui 30 funcionários e 60% do efetivo está de braços cruzados desde a quarta-feira (23). Ederson frisa que o atendimento do Fórum não foi afetado pela paralisação. “Os serviços essenciais como expedição de mandados de desinternação, alvarás de soltura, cumprimentos de liminares continuam sendo feitos normalmente. Estão envolvidos na paralisação todos os setores, oficiais de justiça, auxiliares e analistas judiciários”, comentou o presidente do Sindijus de Amambai.

Funcionários do Fórum de Amambai estão em greve por tempo indeterminado. Foto: Moreira Produções.

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