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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Amambai está entre os quatro municípios que mais ‘exporta’ mão de obra escrava

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29/05/2012 17h41 – Atualizado em 29/05/2012 17h41

Amambai está entre os quatro municípios que mais ‘exporta’ mão de obra escrava no Brasil

Fonte: Da redação

O município de Amambai foi marcado como um dos quatro municípios brasileiros que mais ‘exporta’ mão de obra escrava no país. Os dados foram divulgados no Atlas do Trabalho Escravo no Brasil, lançado no dia 16 de maio pela OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

Através das informações é possível conhecer a probabilidade do fenômeno em setores da economia e municípios de todo o país. Atividades relacionadas com pecuária ou carvão vegetal, em certas regiões da Amazônia, estão entre os exemplos de risco muito alto de existência de trabalho escravo.

Segundo o documento, que pode ser acessado através do endereço http://migre.me/9bewu e mapeia todo o trabalho escravo dentro do território brasileiro, dando ênfase às libertações de trabalhadores que foram encontrados em estado de escravidão.

Os dados apresentados no atlas mostram desde a avaliação do processo de escravidão, passando pelas atividades que mais utilizam o trabalho escravo com mão de obra. Também cita condições educacionais e sociais dos trabalhadores.

O município foi citado por 462 pessoas libertadas

Amambai foi mencionada como uma das cidades que mais exporta mão de obra escrava. Segundo o atlas, o município foi citado por 462 pessoas libertadas de situação de trabalho escravo, seguido de Caarapó, citado por 264 libertos.

No Mato Grosso do Sul, os municípios citados no Atlas do Trabalho Escravo no Brasil como sendo os fornecedores de mão de obra escrava são Amambai, Naviraí e Caarapó. Em todo o Brasil, as regiões que mais fornecem mão de obra destinada ao trabalho escravo são a Norte e a Nordeste, sendo o Pará o maior estado ‘fornecedor’ de trabalhadores que vivem em situação análoga à escravidão.

Índices de Probabilidade e de Vulnerabilidade

Realizado pelos geógrafos da USP, Hervé Théry, Neli Aparecida de Mello, Julio Hato e Eduardo Paulon Girardi, com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Atlas foi desenvolvido com uma metodologia inédita que caracteriza a distribuição, os fluxos, as modalidades e os usos do trabalho escravo no país, nas escalas municipal, estadual e regional, utilizando fontes oficiais e consolidadas.

Os dois novos produtos que o Atlas oferece para a sociedade brasileira são o Índice de Probabilidade de Trabalho Escravo e o Índice de Vulnerabilidade ao Aliciamento. No primeiro caso, trata-se de uma ferramenta inovadora e essencial para gestores de políticas públicas e agentes do setor privado, que pode contribuir expressivamente em ações de planejamento.

O Índice de Vulnerabilidade ao Aliciamento, por sua vez, é uma ferramenta a ser aplicada principalmente por gestores de políticas públicas e sociais, uma vez que aponta para as regiões de origem do escravo.

Por meio da aplicação de metodologia, o Atlas também oferece um perfil típico do escravo brasileiro do século XXI ao descrevê-lo como um migrante maranhense, do Norte do Tocantins ou oeste do Piauí, de sexo masculino, analfabeto funcional, que foi levado para as fronteiras móveis da Amazônia, em municípios de criação recente, onde é utilizado principalmente em atividades vinculadas ao desmatamento.

Com informações do site amazonia.org.br

Veja aqui o documento na íntegra.

Índice de Probabilidade de Escravidão (mapa simplificado)- Fonte: IBGE/MTE/SUS/CPT

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