22/06/2012 11h26 – Atualizado em 22/06/2012 11h26
Fonte: Rádio Nações Unidas
O chefe da Missão da ONU para a Estabilização no Haiti, Minustah, disse que maior legado das operações é a estabilidade do país. O general Fernando Goulart está em Nova York onde participa de reuniões com outros chefes de missões de paz no mundo.
Falando à Rádio ONU, Goulart afirmou que a presença das tropas brasileiras no país é fator de base no desenvolvimento das instituições haitianas.
Tropas Engajadas
“O Haiti é um país estável, onde as forças de segurança estão presentes. Em qualquer lugar do país não há vácuo, não há local onde o Estado haitiano não possa estar presente. E isso é um legado importantíssimo para o país, não era assim no começo da Missão. Existiam áreas sensíveis dominadas por criminosos, que foram reduzidas e estão sendo mantidas como áreas onde o poder público haitiano está presente. Este é um importante legado.”
Após dar um informe ao Conselho de Segurança da ONU, nesta quarta-feira, Goulart disse que, ao assumir cargo em março deste ano, encontrou tropas bem estruturadas, e “motivadas para o cumprimento da sua missão”.
Laços Próximos
O Brasil é o maior contribuinte de tropas para a Minustah, com quase 2 mil militares. O general afirmou que o país está mostrando seu engajamento com o Haiti, e destacou a relação entre as tropas e os locais.
“Nossos soldados têm sempre uma relação exemplar com os Haitianos, têm muita facilidade de se relacionar nesse ambiente de culturas diferentes, pela nossa adaptabilidade. E vamos criando então, através dessa atuação, dessa cordialidade com que tratamos os civis, os nacionais do país, vamos criando laços mais próximos do Brasil com esse país amigo que é o Haiti, o qual nós temos o compromisso de ajudar”.
Manutenção da Paz
Em outubro o Conselho de Segurança da ONU vai estudar e, segundo Goulart, “provavelmente estender” o mandato da Minustah. Goulart acrescentou que o trabalho contínuo das tropas no país para a capacitação das forças de segurança haitianas é essencial.
Para o general, os relatórios anuais da Minustah registram um “acervo de conhecimento que a Missão pode legar para o futuro das Nações Unidas, na sua importante tarefa de manutenção da paz”.

