31/07/2012 08h29 – Atualizado em 31/07/2012 08h29
Fonte: Correio do Estado
Guerra contra o déficit de moradias é sempre um bombardeio que costuma tirar o sono dos políticos. E em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o governador André Puccinelli e o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, ambos peemedebistas, chefes dos cofres públicos que mais arrecadam tributos por aqui, encontram-se entrincheirados.
Para zerar o déficit hoje, precisariam ser construídas ao menos 70 mil casas, número que representa cerca de sete vezes a população de Terenos.
A metade do déficit, 35 mil moradias, afeta Campo Grande, segundo o último levantamento, realizado em 2010 pela conceituada Fundação João Pinheiro.
Em 2011, era a intenção do Governo estadual fechar o ano com 10 mil casas erguidas, segundo o secretário estadual de Habitação e das Cidades, Carlos Marun. “Construímos 6 mil, mas a meta é tentar recuperar o número perdido até dezembro deste ano”, disse o secretário.
Marun afirmou que o programa habitacional criado pelo governo estadual prevê a construção de 10 mil moradias por ano. Então, até dezembro deste ano, o governo teria de construir 14 mil casas, uma média de 1.166 unidades habitacionais por mês, ou, algo em torno de 38 casas por dia.
O secretário esclareceu que o Estado fez um um novo levantamento para definir o déficit habitacional. A expectativa é de que os números não sofram alteração em relação ao previsto pela Fundação João Pinheiro.

