20/08/2012 15h44 – Atualizado em 20/08/2012 15h44
Projeto Mais Educação: resultado positivo na escola Júlio Manvailer; veja também em vídeo
Fonte: Katiéli Duarte / Da Redação
O Governo Federal lançou, em 2008, o projeto Mais Educação nas escolas com o objetivo de melhorar a educação pública do país e, em contrapartida, oferecer novas opções de lazer e entretenimento, oportunizar às crianças de baixa renda o desenvolvimento de suas habilidades nas áreas dos esportes, artes, letramento e matemática. Dessa forma, o Governo pretende, com o auxílio do projeto, diminuir o índice de vulnerabilidade das crianças e adolescentes que fazem parte do ensino público, mantendo-os pelo maior tempo possível longe das ruas.
Muito se fala em escolas em período integral para o futuro. Esse projeto, segundo a diretora da Escola Municipal Júlio Manvailer, Rosângela Pereira dos Santos, é um protótipo lançado pelo Governo Federal que dá início a esse planejamento.
Projeto ajudou a elevar o índice do Ideb para a escola Júlio Manvailer
O projeto foi implantado em Amambai no ano de 2011, quando era desenvolvido nas dependências da Escola Municipal Júlio Manvailer. De acordo com Rosângela, já no início da implantação do Mais Educação apareceram os resultados positivos dentro e fora das salas de aula. “O projeto desenvolveu neles (os alunos) maior capacidade de socialização e logo no início pudemos perceber, além do aumento do índice do Ideb na nossa escola e maior interesse deles por participar das aulas oferecidas na escola, a diminuição dos conflitos e maior socialização da parte deles”, avaliou a diretora.
Após alguns meses em funcionamento na Escola Júlio Manvailer, o projeto precisou ser suspenso, pois o espaço físico da escola não comportava o número de alunos participantes do projeto, tendo em vista que as aulas regulares da escola eram executadas ao mesmo tempo em que as aulas do projeto.
Em outubro de 2011, em parceria com a Prefeitura Municipal, o projeto continuou a ser desenvolvido com os alunos do Júlio Manvailer, mas na Escola Lino do Amaral Cardinal, que até então comportava apenas duas turmas do curso Agrotécnico, oferecido pelo Governo Estadual.
Para a monitora das atividades de teatro e dança do programa, Franciele Silva Ulisses, a mudança para o espaço da antiga escola agrícola foi, para os alunos do projeto, um divisor de águas. “Com espaço mais amplo e com o contato direto com a natureza, os alunos puderam desenvolver com mais liberdade suas habilidades, tanto artísticas quando a oralidade e socialização”, concluiu Franciele.
Monitores de atividades são voluntários
As atividades oferecidas no projeto são ministradas por voluntários, cuja maior parte é acadêmica das mais variadas áreas. Os voluntários recebem uma ajuda de custo no valor de 60,00 por turma. Esse valor é repassado aos monitores para cobrir despesas como transporte e alimentação.
Franciele destaca ainda que não apenas os alunos são beneficiados com o projeto. Ela, que está cursando o segundo ano de Pedagogia, garante que antes mesmo de terminar o curso, já possui uma bagagem curricular significativa, além de sentir orgulho de participar como voluntária de um projeto tão promissor para o futuro escolar e social dos alunos participantes.
Marllon Santos (19), que é estudante do 1° ano de Sistemas de Informação e monitor das atividades do Programa Segundo Tempo (PST), a área do projeto dedicada aos esportes, relata que sua experiência pessoal tem ajudado no voluntariado com os alunos. “Eu já havia lutado Jiu-Jítsu por um bom tempo, o que facilita na hora de ministrar as aulas de Judô. Além de Judô, também ministramos atividades como futebol, basquete, voleibol e tênis de mesa”, explicou Marllon.
Os próprios alunos reconhecem os benefícios do projeto
O projeto conta com cerca de 120 alunos participantes no período matutino e 120 no período vespertino. O transporte dos adolescentes até a escola é feito por meio de três ônibus, cedidos pela Secretaria de Educação. Os ônibus comportam 42 estudantes cada.
Os próprios alunos contam que sentiram mudanças significativas em relação ao seu estudo e comportamento. Wesley Aranda Vieira dos Santos (17) é aluno da escola Júlio Manvailer e cursa o 7° ano do ensino fundamental. Ele, que entrou para o projeto Mais Educação em agosto de 2011, explica que “o projeto tem me auxiliado de forma muito grande, melhorou minha habilidade na leitura e sempre que possível levo para o projeto as atividades aplicadas pelos professores na escola e sempre recebo ajuda.” Wesley, que tem bastante afinidade com as atividades de dança e esporte, conta ainda que o projeto o ajudou a se controlar e diminuiu assim os conflitos em que se envolvia no ambiente escolar. “Agora eu tenho onde gastar minhas energias; em vez de procurar resolver as coisas em forma de briga, canalizo minhas energias para o Judô, por exemplo,” concluiu o aluno.
Outra participante do projeto, Samira Sanches Lopes (16), aluna do 9° ano, relatou ao Amambai Notícias que desde sua entrada em 2011 tem desenvolvido atividades que antes nunca pensou em praticar, como dança e teatro.
A direção da escola Júlio Manvailer explica que cada aluno pode escolher participar ou não do projeto. “É dada aos alunos a oportunidade de visitar o projeto com antecedência, assim ao conhecer a forma como são trabalhadas as atividades, a maioria retorna com a vontade de participar; é pedida então a autorização dos pais para que o estudante inicie sua participação no projeto”, relatou Regina.
Além das atividades de cunho pedagógico oferecidas às crianças e adolescentes, o projeto conta com um espaço dedicado à recreação e socialização dos alunos, o que tem rendido resultados importantes para sua atuação dentro e fora das escolas, no ambiente familiar e social em que se encontram.
Confira abaixo a matéria em vídeo.






