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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Amambai faz 64 anos: populares elegem presentes

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27/09/2012 19h57 – Atualizado em 27/09/2012 19h57

Da Redação

Povoada há 109 anos, Amambai, cidade com cerca de 25 mil habitantes, comemora nesta sexta-feira (27) 64 anos de emancipação política administrativa.

Famosa pelo seu por do sol que lhe rendeu o apelido de “Cidade Crepúsculo” a população de Amambai tem forte influência cultural proveniente dos imigrantes gaúchos, argentinos, paraguaios e paranaenses que povoaram a cidade.

A diversidade cultural é facilmente percebida nos costumes como: nas rodas de tereré e chimarrão, na musica (vaneiras, polca paraguaia, chamamé, guarâneas) e demais estilos agregados a cultura local. Hoje, o município é referencia na região pela sua economia baseada no agronegócio, comércio e prestação de serviços.

História

A história de Amambai se confunde com a história da erva mate sul-mato-grossense. Os nomes dos rios e córregos do sul de Mato Grosso, onde se encontra atualmente Amambai, são nomes de língua guarani, o que comprova a ocupação da região por índios guaranis desde a era pré-colombiana, intensificando-se com o fim da Guerra da Tríplice Aliança.

Amambai recebeu, inicialmente, a denominação de Nhú Vera e logo depois Patrimônio da União, sendo que os moradores do lugar formaram uma comissão para pedir ao Estado a legalização do Patrimônio União, que foi posteriormente batizada de Vila União. Mais tarde os serviços geográficos opinaram que fosse trocado o nome do lugar. Entre as idéias apresentadas surgiu Ervanópolis, Valenciópolis e Amambai. Considerando-se a originalidade e eufonia lingüística, os serviços geográficos optaram por Amambai.

Naquela época, Amambai era simplesmente uma parada de carretas. Suas vertentes, suas sombras e seu posto foram motivo de descanso para os viajantes. A antiga paragem de carretas pouco a pouco foi formando um núcleo de vivendas, que hoje é um dos municípios mais importantes do Conesul do Estado e permanece em constante crescimento.

Amambaienses elegem o melhor presente para a cidade

Nestes anos de história, a população amambaiense tem muito a se orgulhar e motivos para querer ver a cidade em constante ritmo de progresso. A equipe de reportagem do jornal eletrônico Amambai Notícias saiu às ruas para perguntar qual o melhor presente para a cidade, nesse dia especial.

“Acredito que o melhor presente para Amambai, nesse ano, seria maiores investimentos na saúde. Porque mais do que nunca a população tem a necessidade de um atendimento de qualidade e mais digno”, disse Aline da Silva.

“O maior presente que eu gostaria que Amambai recebesse em seus 64 anos seria qualidade de saúde, educação e emprego, além de um governo municipal voltado primordialmente aos interesses de nosso povo”, fala Mateus Clemente Selhorst, professor aposentado da rede estadual.

“O presente que eu daria para Amambai e para cada morador dessa cidade, seria a graça de Deus, que essa graça fortaleça a cada um, que possam sentir essa mão de Deus sempre na sua vida e que sempre possam contar com essa bênção na sua vida, para que essa nossa cidade melhore sempre e cada vez mais”, deseja o pároco da Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora, Raju Devaraconda.

“Para Amambai, eu daria melhores estradas para ligar a cidade às aldeias e, também, maior segurança na área indígena, já que não podemos nem sair de nossas casas a noite, por causa da violência que é muito grande nas aldeias”, disse o estudante, Diego.

“O presente que eu gostaria de dar para essa cidade seria o de ver as pessoas mais felizes e que as pessoas possam escolher aquilo que venha a ser melhor para o futuro da nossa cidade”, fala Modesto Amaral de Lima, construtor.

“O maior presente que eu daria a Amambai, que é minha cidade natal, minha cidade do coração, é muita paz e saúde porque é o que nós precisamos. Tendo trabalho e saúde a gente vai à luta e consegue. É isso que eu daria para os amambaienses, além de parabéns e que todos lutem muito, pois, Amambai é uma cidade que merece todo o nosso carinho”, disse Adiles Sarmento, professora.

Vista aérea da cidadeFoto: Moreira Produções

Avenida Pedro Manvailer, em frente a praça Cel. Valêncio de Brum

Aline da Silva, atendente comercialFoto: Moreira Produções

Mateus Clemente Selhorst, professor aposentadoFoto: Moreira Produções

Raju Devaraconda, pároco da Igreja MatrizFoto: Moreira Produções

Diego, estudanteFoto: Moreira Produções

Modesto Amaral de Lima, construtorFoto: Moreira Produções

Adiles Sarmento, professoraFoto: Moreira Produções

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