11/10/2012 09h59 – Atualizado em 11/10/2012 09h59
Katiéli Duarte / Da Redação
Mato Grosso do Sul, terra dos chamamés, do tereré, da polca, da viola e das mesclas culturais. O Estado do Mato Grosso do Sul completa nessa quinta-feira (11), 35 anos de existência, ou de criação, por assim dizer, já que o Mato Grosso do Sul tem uma história de existência que remonta os anos de 1500, quando ainda era membrado ao Estado de Mato Grosso, o qual é constantemente confundido por grande parte daqueles que não conhecem bem a história (e particularidade) dos dois Estados.
A divisão dos Estados
No dia 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, que dividiria o Mato Grosso em duas partes, criando assim o estado de Mato Grosso do Sul, o qual foi um processo demorado, em que as principais considerações foram os aspectos socioeconômicos, políticos e culturais da região desmembrada.
A data virou marco de independência da Região Sul e serviu para impulsionar o desenvolvimento em ambos os estados.
Desde a divisão dos Estados, o Mato Grosso do Sul trabalha para construir uma identidade própria e independente, baseada em seus traços e características naturais, culturais e históricas, o que, com apenas 35 anos de criação, desponta com grande importância no cenário nacional, ladeado por outros Estados, é importante propulsor da evolução econômica Brasileira.
“A história ambiental de Mato Grosso do Sul ainda está por ser desvendada na sua totalidade – se é que quando tratamos de história podemos ter a ousadia de pretender chegar a tanto –, mas é evidente que as fronteiras estabelecidas a partir da criação do Estado na década de 70 definiram um território no qual os bens naturais e as características de suas unidades ambientais foram – e ainda são – o suporte fundamental para a história humana desde as eras pré-coloniais e também para todo o processo de construção econômica moderno,” pondera o biólogo Alcides Faria, ao analisar os resultados sociais, ambientais e econômicos do Estado de Mato Grosso do Sul.
Etimologia e linguística
O termo “Mato Grosso do Sul” é uma dissidência de “Mato Grosso”, criada quando o estado foi desmembrado de Mato Grosso. Já a origem do termo “Mato Grosso” é incerta, acreditando-se que seja originário da palavra guarani kaaguazú (kaa, “bosque”, “mata” e guazú, “grande”, “volumoso”), que significaria, aproximadamente, “Mato Grosso”.
Linguisticamente, o nome “Mato Grosso do Sul” se faz acompanhar por artigo definido, como acontece com nomes geográficos derivados de termos genéricos: “o Mato Grosso do Sul”, “o Rio de Janeiro”, “o Espírito Santo”. Entretanto, este uso é contestado e há quem prefira eliminar o artigo definido: “em Mato Grosso do Sul”.
Localização e território
O estado de Mato Grosso do Sul está localizado no sul da região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites Goiás ao nordeste, Minas Gerais ao leste, Mato Grosso ao norte, Paraná ao sul, São Paulo ao sudeste, Paraguai ao oeste e sul e a Bolívia ao noroeste.
Ocupa uma superfície de 358 159 quilômetros quadrados, participando com 22,2 por cento da superfície da Região Centro-Oeste do Brasil e 4,2 por cento da área territorial brasileira (de 8 514 876,6 km²), sendo ligeiramente maior que a Alemanha. Possui, ainda, 78 municípios, 165 distritos, quatro mesorregiões geográficas e onze microrregiões geográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Características culturais e naturais
Hoje, o Mato Grosso do Sul tem, como bebida típica, o tereré e é considerado o estado-símbolo dessa bebida e maior produtor de erva-mate da Região Centro-Oeste do Brasil. O uso desta bebida, derivada da erva-mate (Ilex paraguariensis), nativa do Planalto Meridional do Brasil, é de origem pré-colombiana e, espantosamente, não paraguaia, como imagina-se que fosse.
O Aquífero Guarani compõe parte do subsolo do estado, sendo o Mato Grosso do Sul detentor da maior porcentagem do aquífero dentro do território brasileiro.
Turismo no Estado
Sendo mundialmente conhecido por sua biodiversidade, o Estado possui atrativos naturais e culturais que, geralmente são associados ao turismo. Os cenários são distintos e com belezas peculiares, ricos em flora, fauna e exuberância ímpar da natureza. A dedicação dos habitantes o tornou uma das mais produtivas áreas agrícolas, com isso, seus visitantes procuram provar a comida típica local. O turismo ecológico representa uma importante fonte de receita para o Estado.
O Mato Grosso do Sul detém 65% do território do Pantanal, uma das maiores planícies de sedimentação do mundo, aproximadamente 140 mil km², que apresenta fauna e flora de rara beleza e abundância influenciadas por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e de Mata Atlântica que se estende até a Região da Serra da Bodoquena. O Pantanal foi reconhecido pela Unesco, no ano 2000, como Reserva da Biosfera, por ser uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais da Terra.
De origem e tradição agropecuária, o Estado tem na sua gastronomia uma resultante dos elementos culturais e naturais que construíram suas tradições e costumes: a variedade de peixes que se reflete numa culinária rica e exótica onde o churrasco com mandioca também é muito apreciado, assim como o tereré; os doces caseiros feitos de frutas típicas; da influência fronteiriça, a chipa, a saltenha, a sopa paraguai e o locro. Dentre as manifestações culturais, no artesanato, a expressão indígena é predominante com belíssimas peças rústicas e originais.
Economia
A economia no Estado é baseada na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a infraestrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil.
No estado, 44,77% da população é considerada economicamente ativa. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o rendimento médio das pessoas de dez anos ou mais é de até um salário-mínimo. Segundo dados da Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento de Mato Grosso do Sul, do total de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços arrecadado pelo estado, 52,7% provém do comércio, 23,7% da agropecuária, 17,2% de serviços e o restante vem da indústria.
Com informações do site Wikipédia





