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sábado, 25 de julho de 2026

Advocacia: até breve!!!

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01/01/2013 21h19 – Atualizado em 01/01/2013 21h19

Por Odil Puques

Como sabem os amigos e amigas, hoje, 1º de janeiro do ano da graça de 2013, fui nomeado como secretário do governo de Sérgio Barbosa, que administrará Amambai pelos próximos 4 anos.

É um desafio que me instiga. A política partidária sempre me atraiu e penso ser uma das possibilidades de poder demonstrar serviço em prol da população. Mas não é isso que quero falar.

Há exatos 16 anos vivo da advocacia e pela advocacia. Advogar é um verdadeiro sacerdócio. Desde o primeiro momento, em que se recebe um cliente, se dá um parecer, ou uma consulta, passando pela petição – inicial ou de contestação – até as audiências e recursos, o advogado tem em mãos o patrimônio, o direito vilipendiado, a liberdade, a vida de outrem. São horas e horas de estudo, de entrega, de dedicação, porque sabe o profissional do direito que do outro lado estará um colega, ou um promotor de justiça tão ou mais competente, que com a mesma garra e denodo elaborará a peça em defesa dos interesses do seu cliente.

Não, advogar não é fácil. É para poucos. Tem que se ter a exata noção dos direitos que o cliente possui, combiná-los com a presteza de uma petição, aliado aquilo que vem decidindo a jurisprudência, abalizada pela doutrina, com o sério risco de ao final, a ação por si patrocinada ser julgada improcedente.

Sim, porque como já disse, do outro lado, a parte contrária tem os mesmos ou maiores direitos que um seu cliente. De quando em vez, o advogado ainda leva a “culpa” por ter perdido a ação, pelo cliente ser condenado à prisão, mesmo tendo se dedicado com afinco. Não é raro ouvir, que se não fosse pelo advogado ter trabalhado tão mal, poderia ser outro o resultado da ação.

Claro que existem os maus profissionais, que perdem prazos ou deixam de elaborar uma peça em momento oportuno, mas essa é a exceção e o próprio mercado os execra.

Sei que vou sentir falta da rotina de um escritório de advocacia, dos corredores do fórum, das audiências, dos embates, mas penso que a falta maior será da tribuna do júri, o suplício das almas, como diria um mestre meu, o penalista Antonio Carlos Garcia de Queiróz. Ali é o lugar onde o advogado é o verdadeiro advogado, onde a palavra, a gestualidade, a postura, separam o orador do falsete. Onde se concatena pela voz, sem direito – com perdão do trocadilho – a deletar, a copiar/colar, o direito real e o direito dos livros da ciência penal e o resultado muitas vezes depende da atuação do tribuno. Da emoção e do “estado de júri” é que vou sentir mais falta. Até breve.

Advocacia: até breve!!!

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