17.8 C
Dourados
quinta-feira, 23 de julho de 2026

Falta de rede de água é tema de reunião entre moradores e Prefeitura de Amambai

- Publicidade -

14/02/2013 18h18 – Atualizado em 14/02/2013 18h18

Fonte: Da Assessoria, com edição da Redação

Na última sexta-feira (8), a Prefeitura de Amambai realizou reunião com moradores das vilas Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida para discutir soluções para a falta de uma rede de distribuição de água capaz de atender a demanda da comunidade.

Representando o executivo municipal participaram os secretários municipais de Governo, Odil Puques, e de Agricultura, Jodeilton do Amaral.

As vilas, localizadas na região sul da cidade não são atendidas pela empresa de saneamento do Estado, Sanesul, e seus os moradores contam apenas com um poço que foi construído durante a primeira administração do prefeito Sérgio Barbosa, entre 2005 e 2008. Na época, foi proposta a cobrança de uma taxa para a manutenção da rede, já que se trata de rede particular e que não havia cobrança sobre o consumo.

Problema agravado

Com a posse da administração anterior, que governou o município entre 2009 e 2012, a Associação de Moradores recebeu a orientação de isentar os moradores da referida taxa de manutenção. Contudo, a prefeitura não cumpriu o compromisso prestar a devida manutenção da rede e também não viabilizou o atendimento pela Sanesul aqueles moradores. Com o tempo, a rede deteriorou-se e o problema foi agravado pelo aumento da demanda por água na região.

“Chegamos a passar três dias sem água”, afirma Zeila Moreira. A moradora da Vila Santo Antônio propôs o retorno da cobrança da taxa, desta vez também com o objetivo da construção de um novo poço. “Cada vez mais estas vilas desenvolvem atividades agrícolas, o que necessita de uma grande quantidade de água. A rede atual está cheia de vazamentos e às vezes ficamos sem água até mesmo para beber”, completou Zeila.

Outro morador da Vila Santo Antônio, Márcio Moreira, alertou que muitos moradores não têm consciência no uso da água e desperdiçam o recurso. “Isso acontece porque ninguém paga pela água”, bradou.

Soluções

O militar J. Roberto, presidente da Associação de Moradores, disse que já fez o levantamento e cadastro das residências que sofrem com o problema e sugeriu a colocação de registros para que a distribuição seja mais justa.

O secretário de Agricultura, Jodeilton do Amaral, disse que o objetivo da reunião, conforme orientação do prefeito Sérgio Barbosa, era exatamente que o poder público e a população trabalhassem em conjunto para o encontro da solução; e que todos deviam encarar o problema, adotando, mesmo que momentaneamente, soluções práticas e possíveis, até que a situação seja totalmente superada.

Ele elogiou o trabalho do presidente da Associação e disse que a construção de um novo poço leva tempo, devido aos trâmites legais exigidos, mas que, enquanto a solução definitiva não vier, serão tomadas medidas consensuais que diminuam o sofrimento daqueles moradores.

O secretário de Governo, Odil Puques, disse que em pleno século 21 é inadmissível que famílias ainda sofram com problema de falta d’água. Ele falou ainda que a postura da administração será sempre de enfrentar o problema e apontar suas soluções. Odil lembrou que o novo governo completou apenas 40 dias à frente da Prefeitura, mas que está atento aos problemas, inclusive este, e que já entrou em contato com a Sanesul para viabilizar a construção da rede para o atendimento integral a estas famílias.

“Por hora, serão adotadas algumas medidas paliativas que amenizem o problema, mas o prefeito Sérgio já se reuniu com a Sanesul que se comprometeu em enviar sua equipe técnica para o estudo que aponte as reais necessidades”, afirmou o secretário.

Os moradores das duas vilas concordaram em decidir em assembleia sobre a cobrança da taxa de manutenção, bem como a instalação de registros para o aumento do controle da distribuição da água disponível. Enquanto isso, a Prefeitura, através da secretaria de Agricultura, fará o levantamento da demanda, para assim viabilizar o estudo que será executado futuramente pela Sanesul.

Moradores das Vilas Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida se reuniram na última sexta, (08).

“Chegamos a passar três dias sem água”, afirma Zeila Moreira.

O secretário de Governo, Odil Puques, disse que em pleno século 21 é inadmissível que famílias ainda sofram com problema de falta d’água.

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-