08/03/2013 09h04 – Atualizado em 08/03/2013 09h04
Fonte: Da Assessoria, com edição da Redação
A Prefeitura mobilizou as autoridades e diretores de entidades públicas e privadas, além de representantes comunitários, para debater ações de combate à Dengue no município, doença cujas estatísticas preocupam as autoridades locais de saúde pública. O problema, que ocorre de forma bastante acentuada em todo o Mato Grosso do Sul, teve 212 notificações, com 98 casos confirmados, apenas no município de Amambai no ano de 2013 até o último dia 5 de março.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, a reunião, que aconteceu na terça-feira (5), no salão do Conviver, serviu para apresentar os dados coletados pelo Departamento de Controle de Vetores, bem como para dar ciência sobre as consequências da doença e das ações de combate aos focos do mosquito transmissor da Dengue a serem desencadeadas no município nos próximos dias. Um grande número de lideranças municipais, empresários e autoridades estiveram presentes.
Dia 9 de Março – Batalha contra a Dengue
A principal ação tirada na reunião é a realização de um mutirão contra dengue neste sábado (9). Coordenado pelas secretarias de Saúde e de Serviços Urbanos, o mutirão será marcado por uma grande movimentação que visará a eliminação dos focos e criadouros potenciais do mosquito. E isso não inclui apenas os depósitos de água limpa e parada, já que as duas espécies conhecidas transmissoras da doença estão adaptadas a outros tipos de ambiente.
A ação pretende reunir grande número de voluntários nas escolas do município a partir das 7 horas da manhã, onde serão organizadas as equipes que visitarão residências, terrenos, áreas públicas e privadas e que farão o trabalho de recolhimento do lixo e dos materiais inservíveis e de distribuição de material informativo. As equipes farão ainda o trabalho de orientação da população. Os diretores das escolas municipais ficaram encarregados de receber os voluntários e de auxiliarem na logística da operação.
“Os munícipes e empresários que tiverem disponibilidade de veículos que possam facilitar o trabalho de recolhimento desses materiais, como caminhões e camionetes, também serão muito bem-vindos”, conclama o prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa. “Precisamos de toda a força possível para este nosso verdadeiro Exército de Combate à dengue. A recompensa pela vitória será a saúde de todos nós!”, bradou ele.
Consequências do descaso
Segundo o secretário municipal de Saúde, Pedro Humberto Fernandes Alves, a situação alarmante pela qual o município passa hoje é o resultado da ineficiência dos trabalhos preventivos executados no fim de 2012. A adoção de expedientes reduzidos pela antiga administração, além da falta de controle e de programação específica para o combate ao mosquito, fizeram com que os focos e criadouros se multiplicassem por terrenos, residências e até na área comercial.
Também ocorreu na época o rompimento da parceria entre a prefeitura e a empresa privada que fazia o recolhimento de pneus descartados. Pneus velhos são criadouros potenciais do Aedes Aegypt, pois possuem grande capacidade de acúmulo de água. Segundo Pedro Humberto, mesmo sem reestabelecer a parceria para o recolhimento deste tipo de material, a prefeitura, na atual administração, temendo o agravamento do problema, recolheu 7.792 pneus apenas neste ano. Ainda, conforme o secretário, a parceria com a empresa que faz este tipo de serviço já foi reestabelecida, o que diminui consideravelmente os riscos de contaminação.
No final de 2012, o município havia sido notificado pelas autoridades regionais que recomendaram o início imediato e a agilização dos programas de combate à dengue, mas apenas no início deste ano os órgãos municipais competentes foram acionados.
Nova modalidade
A Secretaria de Saúde aponta para a possibilidade de que o vírus que circula no município seja do tipo 4, modalidade que ainda não havia sido identificada na região. Segundo o médico Alessandro Godoy Barbosa, isso significa que as pessoas que já contraíram dengue em outras oportunidades não estão imunes à doença. São quatro tipos de vírus conhecidos, embora todos possam causar danos semelhantes à saúde.
Conforme disse Dr. Alessandro, além destes quatro tipos de vírus, a doença pode se manifestar de quatro formas diferentes: por infecção inaparente, pela dengue clássica, febre hemorrágica e, em sua manifestação mais grave, através da síndrome do choque da dengue.
Os sintomas são: dores de cabeça, atrás dos olhos, pelo corpo e nas juntas. Segundo explica o médico, estes sintomas podem não aparecer juntos, o que dificulta o diagnóstico. “Se o paciente sentir dores abdominais, tiver vômitos ou sangramentos, ele deve procurar imediatamente um médico”, explica ele. “Isso pode ser um sinal de que a doença está se manifestando em sua forma mais grave”, conclui.
Dr. Alessandro explica ainda que a automedicação também pode ser perigosa. Em caso de suspeita de dengue, os únicos medicamentos recomendados são o paracetamol e a dipirona. Os anti-inflamatórios podem levar a um quadro hemorrágico. O médico recomenda que o paciente se hidrate ao máximo, consumindo sucos, chás, soro caseiro ou mesmo água.
Ações de combate
Durante a reunião foi lançada a campanha: “Amambai: todos na luta contra a dengue”. A secretaria de Saúde preparou material informativo que será distribuído à população com informações preventivas. Ações como a dispersão de veneno, visitas dos agentes epidemiológicos a todas as regiões da cidade continuam sendo feitas. A fiscalização dos órgãos competentes deve adotar o regime de ‘tolerância zero’ para os casos de reincidência e de descumprimento dos códigos e leis municipais referentes ao acúmulo de lixo e manutenção de áreas públicas e particulares.
O Prefeito Sérgio Barbosa convocou os cidadãos a participarem da grande ação de combate aos focos do mosquito que será realizada no próximo sábado, dia 9 de março. “Todos devem estar engajados nesta ação. O mosquito está vencendo esta luta, mas nós temos condições de mudar isso. Temos que ser rápidos, agir em conjunto, pois a saúde de todos nós e das pessoas que gostamos dependem disso”, enfatizou.





