13/04/2013 07h51 – Atualizado em 13/04/2013 07h51
Com incentivos do governo do Estado, iniciativa privada torna Três Lagoas oficialmente a Capital Mundial da Celulose
Fonte: Notícias MS
Campo Grande (MS) – Sancionada pela governadora em exercício, Simone Tebet, passa a vigorar a partir desta sexta-feira (12) a lei 4.336, que oficializa a cidade de Três Lagoas como “Capital Mundial da Celulose”. Proposto pelo deputado estadual Eduardo Rocha, o cognome enaltece a produção de celulose da região do bolsão, e a todo Mato Grosso do Sul, dando visibilidade mundial à produção regional.
Segundo consta no projeto do deputado, Três Lagoas vai receber do setor mais de R$ 10,6 bilhões em investimentos diretos, realizando uma verdadeira revolução industrial em um município historicamente sustentado pela pecuária e pelo funcionalismo público da extinta Rede Ferroviária Federal.
Segundo Rocha, o desenvolvimento econômico de Três Lagoas ganhou um forte incremento com a chegada da Eldorado Brasil – maior fábrica de celulose em linha única do mundo. A produção chegará a 1,5 milhão de toneladas de celulose branqueada de fibra curta por ano e somada a outra fábrica da cidade, a Fibria, dará a Três Lagoas a condição de capital mundial da celulose, com 2,8 milhões de toneladas produzidas em um só município. A expectativa é que o município produza 4,3 milhões de toneladas por ano a partir de 2014.
Hoje Três Lagoas possui o segundo maior PIB industrial do Estado. Nos últimos oito anos foram R$ 15 milhões de investimentos. A chegada das indústrias proporcionou pelo menos 15 mil empregos diretos.
Durante o 3º Congresso Florestal de Mato Grosso do Sul – MS Florestal 2013, que aconteceu em Bonito esta semana, a governadora em exercício destacou as potencialidades de Mato Grosso do Sul na atração de empresas para o desenvolvimento do setor florestal no Estado. “Mato Grosso do Sul é o melhor lugar do mundo para investir em florestas”, afirmou a governadora em exercício. Na Europa e na Ásia Simone lembrou que os eucaliptos demoram em média 30 anos para cultivo da espécie. Já em Mato Grosso do Sul este processo leva de dez meses até seis anos para o processo completo visando à extração da celulose.
Simone ressaltou ainda o papel dos incentivos concedidos às empresas que se instalam no Estado. “O governo tem concedido a estas empresas áreas e infraestrutura básica, além de propiciar melhores incentivos fiscais do País. Oferece também capacitação e treinamento da mão de obra. Hoje estamos trazendo gente do Brasil inteiro para trabalhar no nosso Estado”, disse a governadora em exercício, ao lembrar que este cenário já é uma realidade em MS, que ainda conta com apoio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamentos.


