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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Faltam 7 dias para a Greve Nacional da educação em MS

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17/04/2013 08h23 – Atualizado em 17/04/2013 08h23

Fonte: Da Assessoria

A Semana de Educação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), este ano, coincide em tema e data com a Semana de Ação Global, que no Brasil é coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, da qual a CNTE faz parte.

Seguindo a agenda mundial, a CNTE e seus sindicatos filiados debaterão com a categoria e a sociedade brasileira, entre os dias 23 e 25 de abril, a importância da valorização dos/as trabalhadores/as em educação para a realização do direito à educação com qualidade e equidade.

Em Mato Grosso do Sul a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) está convocando os trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul para pararem as suas atividades no dia 24 de abril e somarem a luta nacional em prol de um ensino público mais justo e igualitário.

No ano passado, 2012, a Fetems levou mais de 15 mil pessoas para as ruas da Capital em um grande movimento na defesa pela qualidade da educação pública, no ano passado mais de 90% das escolas públicas pararam as suas atividades durante este período. Este ano a entidade está com uma proposta nova e realizará, no dia 24, uma grande Audiência Pública, no Plenário Júlio Maia da Assembleia Legislativa, às 13:30hs, em parceria o mandato do deputado estadual, Pedro kemp, membro da comissão de educação da Casa de Leis.

Queremos chamar a atenção dos governos, de todas as esferas dministrativas, para a importância de se cumprir integralmente a Lei do Piso do Magistério e de se valorizar todos/as os/as trabalhadores/as em educação com salário digno, carreira atraente, jornada compatível com as demandas profissionais e condições adequadas de trabalho. Também destacamos a importância de o Congresso Nacional regulamentar a Convenção 151 da OIT, imprescindível para estabelecer a Negociação Coletiva no Serviços Público.

Muito se fala sobre os problemas na aprendizagem dos estudantes, mas pouco se tem feito para garantir a formação inicial e continuada de qualidade dos profissionais da educação (professores, especialistas e funcionários) e, sobretudo, para assegurar plenas condições de trabalho e qualidade de vida aos/às educadores/as.

No Brasil, estima-se a falta de mais de 300 mil professores nas redes públicas estaduais e municipais, sem contar os milhares de profissionais que lecionam, sem habilitação, em áreas de conhecimento distintas de sua formação. Entre os funcionários da educação, menos de 10% possuem diploma profissional.

Por outro lado, a juventude não se sente atraída pela profissão, que perdeu status social e foi duramente desvalorizada ao longo de décadas. Os profissionais que se mantêm nas escolas sofrem com doenças do trabalho – como burnout, alergias, varizes e calos vocais – e estão cada vez mais expostos à violência e às inúmeras e injustas cobranças, que desprezam suas condições de trabalho.

Hoje, 86% das matrículas escolares no Brasil concentram-se na escola pública, e sem que esta instituição seja devidamente valorizada, dificilmente tingiremos melhores índices de distribuição de renda, de emprego de qualidade e justiça social.

Neste sentido, reiteramos aos trabalhadores/as, gestores públicos, parlamentares, pais, mães e estudantes a necessidade de o Congresso aprovar, com urgência, o novo Plano Nacional de Educação e de destinar 100% dos recursos provenientes da exploração do petróleo para a educação pública. Pois, sem estratégias nacionais para se garantir a equidade no atendimento educacional de qualidade, a cidadania e as oportunidades continuarão sendo privilégios de poucos.

Essa luta é de toda sociedade, e não apenas dos/as trabalhadores/as em educação. Contamos com o apoio de todos/as!

Faltam 7 dias para a Greve Nacional da educação em MS

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