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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Mato Grosso do Sul registra cerca de mil ações judiciais no setor de saúde

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A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul calcula que tramitam cerca de mil ações na área de saúde por ano, tanto na Justiça Estadual quanto Federal do Estado. A maior parte das ações pede o fornecimento de medicamentos que não são liberados elo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com isso as despesas do Estado no fornecimento de medicamentos por meio judicial é quatro a cinco vezes maior, por paciente, do que aquele que é fornecido administrativamente. De acordo com o Tribunal de Justiça de MS, a judicialização no campo dos medicamentos acontece porque o SUS se baseia em classe medicamentosa e opta por um medicamento da classe, e não com base em medicamentos genéricos ou similares, que possuem o mesmo princípio ativo. Nacional de Saúde – ANS, com ênfase nos genéricos em face da redução de custos para o ente público. “O papel do Judiciário é coibir os excessos, tanto do poder público quanto do cidadão”.

Os números são reflexos da chamada judicialização da saúde e a busca pelo Judiciário nas questões que envolvem essa área. Esta demanda foi tão intensa que fez com que, tanto o Estado quanto os municípios, procurassem se reorganizar no sentido de atender aos anseios dos usuários desse serviço público.

Conforme o Des. Luiz Tadeu Barbosa Silva, no caso do requerimento de medicamentos, há uma preocupação do Judiciário em atender o usuário não pelo nome comercial do remédio, mas sim, pelo princípio ativo, principalmente no caso daqueles relacionados pela Agência O magistrado acredita que com essa medida a tendência é que haja uma redução nas demandas relativas ao setor da Saúde, em Mato Grosso do Sul. “Representantes da Secretaria Estadual de Saúde têm se reunido constantemente com o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública para unificar os procedimentos na fase pré-processual, para que antes que o cidadão ingresse na Justiça por ação desses órgãos, tente obter o que requer de forma administrativa”.

O SUS prevê a aplicação da Gestão Plena, que significa a descentralização de serviços e ações de saúde. Quando o município demonstra ter capacidade administrativa, financeira e de recursos humanos, ele acaba se tornando gestor pleno para que o Estado e a União repassem as verbas ao município, que se torna totalmente responsável pela gestão da saúde em seu território, como acontece com os municípios de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã.

Nacional

Levantamento parcial realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que o número de demandas judiciais referentes ao setor de saúde aumenta a cada dia em todo o país. O trabalho apresenta balanço de processos existentes em 20 tribunais brasileiros e revela que, no total, estes tribunais cujos dados já foram apurados possuem 112.324 processos abertos. Em sua maior parte, são reclamações de pessoas que reivindicam na Justiça acesso a medicamentos e a procedimentos médicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), bem como vagas em hospitais públicos – além de ações de usuários de seguros e planos privados de saúde.

Em São Paulo, por exemplo, apenas na primeira instância existem 44.690 processos do tipo. Já no Rio de Janeiro, o número de processos de queixosos com o sistema de saúde ou seguros e planos privados só na primeira instância é de 25.234.

Fonte: Correio do Estado

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