16.9 C
Dourados
domingo, 23 de agosto de 2026

Distante de PT e PSDB, PMDB está mais próximo de Eduardo Campos em MS

- Publicidade -

04/06/2013 09h34 – Atualizado em 04/06/2013 09h34

Distante de PT e PSDB, PMDB está mais próximo de Eduardo Campos em MS

Fonte: Rádio Difusora

Cada vez mais distante do PT e do PSDB, os quais deve enfrentar nas eleições de 2014, o PMDB do governador André Puccinelli está próximo de apoiar a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB-PE), à Presidência da República.

No Estado, o governador pernambucano já tem palanque garantido caso tenha sua candidatura oficializada ao Palácio do Planalto, já que seu principal cabo-eleitoral é o prefeito de Dourados, Murilo Zauith, presidente regional do PSB.

Reportagem publicada pela Agência Estado esta semana aponta Mato Grosso do Sul entre um dos seis Estados brasileiros onde o PMDB tende a apoiar o socialista.

“O discurso peemedebista pró-Campos está mais vitaminado em Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia e Bahia”, destaca a reportagem.

O estremecimento da relação entre PT e PMDB no Congresso reflete e contamina a formação de palanques estaduais que darão sustentação ao projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Apesar da entrada do vice-presidente Michel Temer (PMDB) e da própria petista na costura de alianças regionais para 2014, peemedebistas resistem a se aliar ao PT em Estados estratégicos e ameaçam se coligar com o PSB, do governador Eduardo Campos, provável candidato à Presidência.

Estados onde a situação azedou, o PMDB já usa a aproximação com Campos como uma forma de emparedar o PT. O discurso em favor do pernambucano passou a funcionar como ferramenta de pressão contra os petistas, com um único objetivo: obter condições mais favoráveis de negociação nos Estados.

O principal foco de insatisfação com o PT começou no Congresso. Ficou evidente durante a aprovação da MP dos Portos na Câmara e, depois, na apresentação do pedido de abertura da CPI da Petrobras. Deputados reclamam da articulação política da presidente e defendem, nos bastidores, a candidatura de Campos. “Ele será o novo presidente da República. Há um grande desgaste com o PT”, declarou um parlamentar do PMDB.

Na eleição presidencial de 2010, o PMDB também ameaçou se rebelar. A diferença é que, agora, há uma alternativa ao PT dentro do campo governista, com Campos, o que garante aos peemedebistas uma tentativa de amenizar a cisão: o apoio não é para o PSDB, da oposição, mas para um partido aliado à própria Dilma.

A presidente, que não costuma entrar diretamente na costura política, começou a agir para apaziguar a aliança. Viajou a Estados em que a relação não estava boa, participou de jantares com bancadas estaduais e até interpretou o Canto Alegretense, num ato de simpatia com os peemedebistas conflagrados do Rio Grande do Sul.

MS

Em Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli declarou publicamente apoio a Dilma, mas há incerteza quanto a concretização da união entre os dois grupos adversários diante da resistência no PMDB e no PT, que tem como pré-candidato o senador Delcídio do Amaral.

André Puccinelli chegou a admitir tirar férias do PMDB para apoiar Dilma caso o partido decida seguir outro caminho. No entanto, mais tarde, em entrevista à imprensa nacional, durante visita a Brasília, declarou não ter a certeza do apoio a presidente.

Na prática, o PMDB condiciona apoio a reeleição da presidente da República somente se o PT desistir de candidatura própria em 2014, abrindo assim espaço para o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, ou para a vice-governadora Simone Tebet, que disputam a indicação.

O governador André Puccinelli ainda não decidiu se apoiará a presidente Dilma

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-