20/06/2013 19h55 – Atualizado em 20/06/2013 19h55
Fonte: Da Redação
“Nosso movimento é apartidário; a população de um modo geral tem pelo menos um motivo para reclamar”. Quem faz a afirmação são alguns dos organizadores da manifestação que acontece neste sábado (22), às 20 horas, na praça Cel. Valêncio d Brum, em Amambai.
No final da tarde desta quinta-feira (20), eles se encontraram no terminal rodoviário Antonio Delgado Martinez para discutir pontos da organização da manifestação. Entre os presentes, estavam Júnior Toledo, Drika Santos e Edimara Charão.
Eles esperam reunir pelo menos as 320 pessoas que afirmaram em rede social na Internet que estarão presentes no evento e criticam a formação de grupos fechados com causas específicas em outras convocações.
A exemplo do que vem acontecendo em muitas capitais e municípios brasileiros, os manifestantes de Amambai querem chamar a atenção de toda a cidade para questões nacionais emergentes. “O estopim foi o aumento de R$ 0,20 nas passagens do transporte coletivo, assim como na Revolução Francesa foi o aumento do pão francês, mas as questões são muitas”, fala Júnior Toledo.
Dentre as reivindicações, está a retirada das PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 33 e 37, a saída de Renan Calheiros da presidência do Senado; a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito ) dos Estádios Copa 2014; a aprovação de lei considerando a corrupção um crime hediondo e o fim do foro privilegiado que desrespeita o artigo cinco da constituição.
“Amambai unida”, falam eles, que entendem que questões locais, como a saúde, principalmente, e a educação, também devem ser levantadas como bandeiras na manifestação.
Em relação à saúde, Edimara diz que são necessárias muitas melhorias em Amambai. “Mas não somente o prefeito e os vereadores indo ao governador vai adiantar, o povo tem que ir para a rua”, diz ela.
Outro apoiador presente alerta que “o sul do Estado está esquecido; estamos abandonados”. As condições da pavimentação asfáltica e a monotonia da cidade serão discutidos também.
A realidade de escolas públicas da rede de ensino de Amambai igualmente foi levantada como uma questão a ser debatida, assim como, a abertura de mais cursos na unidade de ensino da UEMS (Universidade Estadual e Mato Grosso do Sul) na cidade. Sobre os R$ 33 bilhões gastos pelo governo federal na construção dos estádios para a Copa 2014, eles são enfáticos: “estão matando o nosso Brasil”.
Também querem a presença dos comerciantes, empresários e comerciários na manifestação de sábado. “Estamos convocando também os comerciantes e empresários a se manifestarem contra os altos impostos”, falam eles.
Os organizadores sugerem que todos os manifestantes participem do ato vestidos com camisetas e blusas pretas, simbolizando luto em relação as injustiças e mazelas sociais, e máscaras nos rostos. Narizes de palhaços também são bem-vindos. Importante também é a presença de cartazes e faixas destacando as bandeiras de lutas.
Ainda há outra convocação sendo feita para uma manifestação neste sábado (22), mas as 18 horas. É o Dia do Basta, um movimento social pacífico e sem fins lucrativos nos princípios ideológicos do apartidarismo que tem como lema: “O povo acordou! O povo decidiu! Ou para a roubalheira ou paramos o Brasil”. Em Amambai, o protesto acontece a partir das 18 horas, em frente à praça central, Coronel Valêncio de Brum.



