11/07/2013 09h02 – Atualizado em 11/07/2013 09h02
Fonte: Da Assessoria
O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) questionou a ojeriza aos suplentes de senador. Ele lamentou a atuação da mídia na formação da opinião pública acerca da ineficiência dos suplentes. O parlamentar comentou a PEC 37/2011, do senador José Sarney (PMDB-AP), que reduz de dois para um o número de suplentes do candidato ao Senado. Figueiró disse concordar com a medida, bem como com a proposta que impede a escolha de parentes do titular para ocupar o cargo.
Figueiró citou que além desses itens, há propostas sobre as relações entre o titular e o financiador da campanha; sobre a permanência do suplente como sucessor em caso de afastamento definitivo do titular, como ocorre hoje; e sobre a realização de eleições diretas para suplentes. “Todas as iniciativas são válidas para o debate, mas ressalto que estamos falando de uma eleição majoritária, onde há necessidade de afinidade entre o titular e o suplente da chapa”, disse rechaçando a proposta de eleição direta para suplente.
Hoje aproximadamente 20% da composição do Senado são de senadores suplentes. Segundo Figueiró, este dado é uma demonstração cabal da importância do posto. “Submeter a população estadual à eleição direta toda vez que ocorresse uma vacância do titular seria, na minha visão, um desgaste, além de dispêndio desnecessário de dinheiro público”, afirmou.
O sul-mato-grossense afirmou que nesses seis meses em que assumiu o mandato tem convivido com senadores titulares e suplentes e percebeu que não há absolutamente distinção quanto ao espírito público e o desejo de cumprir bem e fielmente o mandato.
O senador afirmou ainda que o fato de ser suplente não diminui sua trajetória política construída ao longo de 50 anos de vida pública. “Passei pelo crivo das urnas inúmeras vezes, algumas das quais como o mais votado entre os postulantes ao cargo”.
Figueiró foi deputado estadual, federal, constituinte, secretário de Estado, conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul e assumiu o mandato de senador há seis meses. “O suplente necessariamente deve ter afinidade programática, ideológica e doutrinária, assim como deve ter o mesmo estofo moral e ético do companheiro que angariou os votos das urnas. Aliás, diga-se de passagem, em geral o suplente acompanha o titular nas atividades de campanha, como comícios, carreatas, caminhadas, reuniões, etc, etc, etc”.

