18.7 C
Dourados
quarta-feira, 22 de julho de 2026

Brechós são alternativa em expansão de comércio em Amambai

- Publicidade -

27/07/2013 09h46 – Atualizado em 27/07/2013 09h46

Trecho da Rua da República hoje é conhecido como a “quadra dos brechós”

Fonte: Rodrigo Costa de Souza / Da redação

Amambai (MS) – Era para ser uma rua normal, porém não foi o que aconteceu. Na rua República, centro de Amambai, ocorreu um fato curioso: um aglomerado de Brechós se instalou no local.

Os brechós são conhecidos por serem lojas que vendem roupas e acessórios de segunda mão, ou seja, “usados”.

Tudo começou no século dezenove com um mascate chamado Belchior, que ficou conhecido por vender roupas e objetos de segunda mão no Rio de Janeiro. Com o tempo, esse tipo de comércio ficou conhecido como “brechó”.

Antigamente os brechós eram encontrados somente em cidades grandes, mas com passar do tempo ele foi se espalhando pelas cidades do interior.

Com adaptação dia após dia, os brechós não se delimitaram apenas em vendas de roupas usadas e passaram assim a vender roupas novas.

Diferente do que a maioria das pessoas pensam, os brechós não vendem roupas que cheiram mofo e naftalina. No universo que estão os brechós é possível encontrar roupas de todos os estilos e preços, na moda e fora de moda, coloridas, com cara de vovó e vovô e até como cara de mocinhos e mocinhas. Quem se aventura em andar pelos brechós, encontra de tudo um pouco e podem lançar a sua própria moda.

As formas de trabalhos dos brechós variam de atacadista e varejo, a maioria com o preço sempre avista.

Há 25 anos não existiam brechós em Amambai, foi então em uma viagem a São Paulo que Glória Rodrigues, vendo os brechós atacadistas, decidiu abrir o primeiro brechó de Amambai, o Lojão Trevo.

O sustento de Glória, há 25 anos, vem do seu brechó. Ela, que ama o que faz, diz se sentir honrada em ter trazido o brechó para Amambai e assim ter inspirados outros comerciantes.

“Tudo que tenho vem do Brechó.”, afirma Glória Rodrigues.

A comerciante revende peças adquiridas de atacadistas em São Paulo a partir R$0,50.

Apesar de todas as classes sociais comprarem em seu brechó, ela diz que ainda existe um certo preconceito por parte das pessoas de classe mais elevada, alguns tem vergonha de descer do carro e ir à loja, conta Gloria.

“Não deveria existir preconceito porque as roupas são de ótima qualidade”, explica a comerciante.

O comerciante Juliano Dlai, de outro brechó varejante, localizado em frente ao de Glória, há sete anos trabalha com seu brechó e diz sentir prazer no que faz.

Juliano conta que a ideia de abrir o brechó surgiu pela grande demanda de pessoas que procuram comprar roupas de baixo valor.

Ele explica que é mais comum encontrar, neste tipo de comércio, pessoas de baixo poder aquisitivo que recorrem aos baixos preços.

O comerciante Juliano, igual a comerciante Gloria, vende roupas novas e usadas que são adquiridas em comércios atacadistas em são Paulo.

*“O motivo de comprarmos roupas em São Paulo, é devido ser a cidade mais populosa do Brasil e oferecer grande quantidade e variedade de roupas”, diz Juliano.

Juliano Dlai, que também é professor, diz que é possível sustentar sua família com a renda adquirida com as vendas do brechó

Gabrieli Alves, responsável pelo brechó Guarani, de roupas novas usadas que atua há três meses no mercado, diz que a ideia da abrir o seu comércio foi de sua mãe, que já mexia com loja. Após conseguir o salão onde eles estão instalados, ela juntou as roupas que já tinha da outra loja e, comprando mais peças numa rede de brechós na cidade Goiânia (GO), resolveram abrir seu comércio.

O preço das roupas novas e de segunda mão varia de R$2,00 a R$80,00. As pessoas que mais compram no local são indígenas.

“Existe preconceito, principalmente pelas ‘patricinhas’ que quando se interessam por algo pedem para mostrar no carro”, diz Gabrieli.

A renda da família dela vem do brechó e do empreendimento de seu pai, porém, ela diz que com o que eles ganham com o brechó daria para sustentar sua família.

A concorrência é grande, segundo Glória Rodrigues, comerciante que trouxe brechó para Amambai. O número de brechós em Amambai varia de 20 a 30 lojas.

Rua da República, região central da cidade

Vendedores Mascates que deram origem aos brechós.

Primeiro Brechó de Amambai.

Comerciante Juliano Dlai.

Responsável pelo Brechó Guarani, Gabrieli Alves (E).

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-