07/08/2013 13h51 – Atualizado em 07/08/2013 13h51
Palestra e panfletagem em Amambai marcam o dia estadual da lei Maria da Penha
Fonte: Da Redação
A Coordenadoria da Mulher de Amambai, órgão da Prefeitura Municipal, em parceria com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), com a UEMS (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul) e a Promotoria de Justiça, realizou na manhã desta quarta-feira, 7 de agosto, uma palestra sobre a lei Maria da Penha para mulheres indígenas da Aldeia Amambai.
A palestra reuniu uma centena de mulheres na quadra coberta da escola municipal Mbo’eroy Guarani Kaiowá, lugar onde há o maior foco de violência doméstica no âmbito municipal, tanto contra mulheres quanto contra crianças.
Na oportunidade, palestraram os advogados José Luiz Sampaio Ferraz, André Vicentin Ferreira e Glaucia dos Santos Moraes Lima, que explicaram os direitos, os deveres e os procedimentos que podem ser acarretados em uma denúncia.
“Acontecem muitos casos de violência aqui na aldeia, nossa intenção é mostrar um modo de diminuir ou até acabar com essa violência, defendendo a mulher indígena, a criança indígena e a família indígena”, conta a gestora da coordenadora da Coordenadoria da Mulher de Amambai, Adélia Pereira.
A lei Maria da Penha, número 11.340/2006, que surgiu sobre a história de Maria da Penha, mulher que sofreu violência durante anos, além de duas tentativas de homicídio, uma delas onde levou um tiro deixando-a paraplégica sobre uma cadeira de rodas, completa hoje (7) sete anos.
A ideia da palestra foi de grande aceitação pelo público indígena que participou constantemente em conversação com os palestrantes e ainda reivindicou uma palestra para professores, alunos e homens da reserva.
“Com certeza vai ajudar a melhorar muito nossa aldeia, pois temos muita violência e ninguém faz nada para que isso mude. Precisamos de apoio e com essa lei sendo aplicada dentro da aldeia os homens irão parar”, conta uma das agentes de saúde indígenas, Vania Mendes.
Paralelamente a palestra, o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) organizou no centro da cidade, próximo ao semáforo da avenida Pedro Manvailer, uma campanha ainda a favor da lei, abordando sobre a violência contra mulher, com divulgação e conscientização.
Claudia Sguissardi, psicóloga e organizadora do movimento, realiza quinzenalmente nas quintas-feiras, um grupo terapêutico sobre a lei Maria da Penha, em parceria com a Polícia Civil e Militar do município, que visa auxiliar mulheres que já passaram por este trauma.



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