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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Brasil pretende usar habilidade de discussão para se manter um País de paz

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21/09/2013 08h25 – Atualizado em 21/09/2013 08h25

Fonte: Portal Brasil

Em palestra para alunos do Instituto Rio Branco – que forma a diplomacia brasileira – o ministro da Defesa, Celso Amorim, explicou que o Brasil deseja contribuir para que a ordem internacional evolua em um sentido que seja favorável à paz. A citação foi feita em apresentação que levou, nas últimas semanas, ao Rio Branco, representantes do Ministério da Defesa, da indústria de produtos de defesa e da academia.

Amorim afirmou que a política externa e a política de defesa se complementam nessa tarefa, tanto no âmbito regional como no internacional. O trato diário com assuntos da área da Defesa acrescenta alguns aspectos valiosos à reflexão sobre a inserção do Brasil no aspecto internacional.

Um ponto forte do Brasil é que vive-se em paz com os outros países vizinhos, diante de uma estratégia de incentivar uma coordenação das ações do Estado com vistas ao reforço da paz ao invés de reforçar a ação militar durante uma guerra por instrumentos econômicos ou políticos.

O ministro esclareceu que “País pacífico não é sinônimo de País indefeso”. Ser um País pacífico exige uma política de defesa firme e forte. A política de defesa baseia-se em duas estratégias: a da dissuasão e a da cooperação. A dissuasão é quanto à capacidade militar de impor custos a eventuais adversários, de modo a desestimulá-los a desfechar qualquer ato hostil. O Brasil não tem inimigos, mas não pode descartar a hipótese de ser envolvido (ainda que à sua revelia) em disputas militares, seja para defender-se de uma ação que tenha seus recursos como alvo, seja em função de conflitos entre terceiros, que venham a afetá-lo.

Nas palavras da Política Nacional de Defesa, aprovada junto à Estratégia Nacional de Defesa e ao Livro Branco de Defesa Nacional, no Congresso Nacional, é imprudente imaginar que um país com o potencial do Brasil não enfrente oposição ao correr atrás de seus interesses. A habilidade de discussão é uma das qualidades significativas do Brasil. É uma das formas pelas quais o Brasil pode concretizar sua vocação de “provedor de paz”: um país pronto para se defender, conversando sobre seus interesses, seu território ou sua população. A cooperação é a outra estratégia que permite prover paz a um mundo tão turbulento.

Celso Amorim finalizou o discurso reiterando o ponto de vista da defesa, e destacou que o objetivo do Brasil é que o Brasil seja um País de paz em que a guerra se torne impensável.

“Atingiremos essa meta pela construção de confiança entre nossas forças armadas, por políticas de transparência e por uma concentração permanente de nossas atividades de defesa”, concluiu o ministro.

Brasil pretende usar habilidade de discussão para se manter um País de paz

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