23/09/2013 14h24 – Atualizado em 23/09/2013 14h24
Fonte: Da Redação
As agências bancárias de Amambai que acataram a paralisação nacional em prol do reajuste salarial exigido pelos Sindicatos Bancários do país continuam adotando o mesmo funcionamento que teve início na última quinta-feira (19). O atendimento para clientes está sendo feito apenas pelos terminais eletrônicos.
A categoria pede reajuste salarial de 11,93%, que corresponde à inflação dos últimos 12 meses mais ganho real de 5%, além de melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e elevação do piso salarial – dos atuais R$ 1.519,00 para R$ 2.860,21. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste linear de 6,1%, que é a correção da inflação. Segundo Cordeiro, bancários de todos os estados decidiram, na semana passada, pela paralisação, caso os banqueiros não apresentassem até ontem contraproposta com melhores condições.
Como a negociação não evoluiu, a categoria promoveu novas assembleias para decidir sobre a greve.
A medida tomada pelos bancários amambaienses muda periodicamente a rotina dos serviços e deixa na mão clientes que necessitavam de atendimento premeditado.
Os bancos HSBC, Bradesco, Banco do Brasil e a Caixa Federal paralisaram 50% do efetivo de funcionários, mantendo a outra porcentagem ativa na agência e realizando o atendimento apenas pelos caixas eletrônicos. Esta é a orientação do Sindicato dos Bancários, que autoriza a entrada na agência de 50% do efetivo de funcionários.
Segundo João Irasilio, funcionário do Banco do Brasil e membro da diretoria do Sindicato Bancário da região, a previsão é de que novidades sindicais cheguem nesta terça-feira (24), mas nada está confirmado.
O banco da Cooperativa Sicredi não adotou a medida e mantêm o funcionamento normal.
Quem ganha com isso são as lotéricas, que durante o período de greves, atendem a praticamente toda a demanda de depósitos e pagamentos de boletos necessários pelos clientes, chegando até ao dobro de fluxo durante o dia.


