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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Em Amambai, moradores colaboram com a reciclagem ao separar o lixo

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02/10/2013 10h09 – Atualizado em 02/10/2013 10h09

Fonte: Da Assessoria

A preservação do meio ambiente começa com pequenas atitudes diárias, que fazem toda a diferença. Uma das mais importantes é a reciclagem do lixo. As vantagens da separação do lixo doméstico ficam cada vez mais evidentes. Além de aliviar o trabalho das usinas de reciclagem, chegando até eles apenas os rejeitos (restos de resíduos que não podem ser reaproveitáveis), grande parte dos resíduos sólidos gerados em casa pode ser reaproveitada.

Mais da metade dos resíduos produzidos em Amambai são reaproveitados. Isso graça ao processo de tratamento desenvolvido pela Excelência Ambiental, empresa responsável pela usina de reciclagem em Amambai, e pela colaboração de alguns moradores, como Sônia Mara Penteado, Maria Antonia e Juliano Espindola, que tem um simples hábito de separar o lixo em sua casa: úmido de um lado, seco do outro.

“Aprendi com uma amiga, durante a viagem ao Rio de Janeiro. É a minha forma de colaborar com o Meio Ambiente, e sei que assim também ajudo os recicladores”, explicou Sônia, que trabalha como secretária e mora em Amambai.

Em sua casa, ela separa o lixo de úmido em sacolinhas. São os restos de comidas ou ingredientes, frutas e legumes. Ela explica que a sacolinha fica na lixeirinha, em cima da pia. “O lixo seco vai para uma lixeira maior, ao lado da pia. Lá vão os papeis, plásticos, vidros, etc.”
Hábito compartilhado pelo funcionário público, Juliano Espindola, que separa em sua casa o lixo seco do úmido. “São simples atos que fazem a diferença. Se todos tivessem esse costume grande parte dos lixo seria reciclado.”

O técnico ambiental Clodoaldo Pereira, da Excelência Ambiental, explica que pouco mais de 60% dos resíduos que chegam à usina de reciclagem de lixo de Amambai são reciclados. Número que, segundo o ambientalista, seria maior caso houvesse uma maior participação da população na separação prévia do lixo nas residências.

“Seria possível recuperar até 90% de todo o resíduo que chega à Usina. Um simples contato de uma folha de papel com uma maça, por exemplo, é o suficiente para contaminar ambos, não sendo possível reciclar nem um, nem outro”.

Outro bonito exemplo que encontramos é de “dona” Maria Antônia, moradora de Amambai, que tem um hábito ainda mais delicado. Ela separa em sua casa o lixo seco em quatro lixeiras: papel, plástico, vidro e alumínio. “É a minha parcela de contribuição com a reciclagem”, destaca. “São simples hábitos, que se todos fizessem, com certeza teríamos uma cidade mais limpa”, opina.

Economia

Para Clodoaldo, a palavra “lixo” deve ser substituída por “resíduo”; e resíduo como sinônimo de renda. “Hoje, praticamente tudo é reciclado e pouca coisa não pode ser reutilizada. E tudo que é reciclado é revertido em resíduos, que se tornam fonte de economia”.

A Economia do Lixo movimenta diversos segmentos em Amambai, e a principal delas é a mão de obra direta, com trabalhos na usina de reciclagem e com catadores pela cidade.

De acordo com a Excelência Ambiental, a usina de reciclagem gera diretamente cerca de 30 empregos. Ela fica localizada na MS 150, e a principal geradora de emprego para a Vila Santo Antônio, periferia de Amambai.

Além da Usina, a Excelência mantém uma base de recebimento de resíduos no centro da cidade. Cerca de 15 pessoas vivem da entrega de materiais reciclados. “Nosso objetivo agora é criar uma cooperativa e formalizar os catadores, dando a eles condições de trabalho e direitos comum aos trabalhadores”, disse Clodoaldo.

Dados apontados pela Excelência Ambiental afirmam que são recolhidas 23 toneladas diárias de resíduos sólidos no município. Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.

O que é reciclável?

É reciclável todo o resíduo descartado que constitui interesse de transformação de partes ou o seu todo. Esses materiais poderão retornar à cadeia produtiva para virar o mesmo produto ou produtos diferentes dos originais.

Por exemplo: Folhas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, PET, recipientes de limpeza, latas de cerveja e refrigerante, canos, esquadrias, arame, todos os produtos eletroeletrônicos e seus componentes, embalagens em geral e outros.

Sônia Penteado é um exemplo de moradora que separa seu lixo.

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