Uma das atrações da Expobai deste ano, além dos shows, rodeio, bailes e exposição de animais e que está chamando a atenção dos visitantes do Pavilhão Comercial da ACIA (Associação Comercial e Empresarial de Amambai) é sem duvida o estande onde está exposto o artesanato indígena. Ao todo, são três mulheres indígenas que estão divulgando o trabalho desenvolvido por elas e por membros da comunidade indígena, em especial dos jovens.
São várias peças do artesanato indígena, entre cocares, colares e brincos com penas e sementes e cestas trançadas que trazem para quem visita o estande, um pouco da cultura dos índios da região. Os trabalhos são frutos do projeto “Jajapo Ñande Rokorã” que em português significa “Construindo nossa história”, e conta com a coordenação da agente de saúde indígena, Crecencia Martins. Toda a renda conseguida com a venda dos produtos será revertida para o projeto, sendo investida na compra de materiais, que já não são encontrados com facilidade na aldeia.
“Tem material que a gente tem que pedir de outras aldeias, de longe, porque não acha na aldeia. Sementes que usamos nos colares e pulseiras estão bem difíceis de encontrar”, diz Crecencia.
O grupo de artesanato começou em novembro de 2008 com apoio do juiz César de Souza Lima que investiu na compra de material para que pudesse ser desenvolvido o projeto. A iniciativa de trazer a mostra do artesanato indígena para a Expobai foi da assistente social Camilla Merné Pschisky, que trabalha no Polo Base da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em Amambai, e contou com o apoio do Sindicato Rural e ACIA.
No estande, estão trabalhando três indígenas que moram na Aldeia Amambai e produzem seu artesanato e envolvem também toda a família e comunidade. “Em casa, todos trabalham com artesanato, até as crianças que aprendem desde cedo e ajudam com a pintura das cestas”, disse a indígena Matilde Gonçalves.
Já o trabalho de Crecencia Martins, vai além do âmbito familiar. Ela trabalha com um grupo de 25 jovens, com idade entre 14 e 17 anos, e visa tirar esses jovens de um possível envolvimento com as drogas.
Para todas as indígenas que tomam conta do estande, a iniciativa é muito boa e válida, já que mostra para toda a população o artesanato produzido na região.
Fernanda Moreira / Da Redação do Amambai Notícias


