18/11/2013 16h57 – Atualizado em 18/11/2013 16h57
Fonte: Dourados Agora
A banda Capital Inicial, formada por Dinho Ouro Preto, Yves (guitarra), Fê Lemos (bateria) e Flávio Lemos (contra-baixo), fez um show emblemático para o público de Ponta Porã, durante o 11 Encontro Internacional de Motociclistas, traduzindo da melhor forma a essência do bom rock and roll, com a segurança e descontração adquiridas em mais de 30 anos de estrada.
Durante sua passagem pela fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, o líder da Capital Inicial, Dinho Ouro Preto concedeu uma entrevista a reportagem de O Progresso, onde falou do compromisso em fazer um bom show na fronteira, no desafio em fazer rock and roll em um país com dimensões continentais e diversidade de ritmos, no tempo de estrada que o afasta da família, na força e novos rumos do rock que ainda contagia novas gerações.
Como sempre Dinho Ouro Preto chegou com sua marca registrada, atencioso, sorrindo bastante, bem humorado, atendendo a todos que o cercava, trajando a velha camiseta do The Clash, sua banda de punk rock preferida, bermudão surrado e tênis.
Dinho lembrou que o Capital Inicial já havia feito um show na fronteira, em Pedro Juan Caballero, em meados de 1992. “Neste período estava em carreira solo.O Murilo era o vocalista do Capital Inicial.Então temos contas para acertar com o público da fronteira e realizar um show impactante e digno dos motociclistas e fãs do rock and roll”.
O band-leeder da Capital Inicial disse ainda da alegria em ter a oportunidade de conhecer o interior do país e conhecer um país de dimensões continentais. “Ao fazer show em Ponta Porã fronteira com o Paraguai, observamos o quanto percorremos o Brasil.Há cinco semanas esvtiemos fazendo show pela primeira vez nos Estado Unidos da América, em duas semanas estávamos em Macapá, depois em Limeira em seguida Três Lagoas e agora em Ponta Porã, tudo isto demonstra a força do rock nacional” frisou Dinho, ressaltando que “mas tudo isto tenho um preço, é preciso amar e se dedicar ao rock, tenho três filhos, praticamente não os vejo e não os vi crescer, me pego pensando estas coisas nestes dias”.
Perguntado a respeito dos novos rumos da música no país, Dinho Ouro Preto, afirmou que o a grande mídia tem apoiado estilos sem expressão e legitimidade, mas que existem boas produções longe dos holofotes. “Temos coisas boas no Brasil, que muitas vezes não são prestigiadas.O rock continua sendo uma linguagem universal que aproxima as pessoas.A geração dos anos oitenta fez algo legitimo, que atravessa gerações, não tínhamos nenhuma expectativa na década de oitenta em Brasília, simplesmente fazíamos o que acreditávamos, o rock como grito”.
Dinho Ouro Preto finalizou um recado as bandas de rock da fronteira e de todo Mato Grosso do Sul. “Continuem fazendo rock, acredite em seu potencial, no seu trabalho, busquem valorizar o seu espaço e construam a sua história.O meu grito de rock é este façam música, façam acontecer e valorizem a produção local, prestigie e apóiem foi assim em Brasília na década de oitenta”.
Em seguida Dinho Ouro Preto subiu ao palco e com muita energia, descontração e musicalidade, fez um dos melhores shows já proporcionado no palco do Motorcycle – Encontro Internacional de Motociclistas, relembrando grandes sucessos: “Música Urbana”, “Veraneia Vascaína”, “Fátima”, novos sucessos do álbum mais recente Saturno – O lado escuro da lua e clássicos do rock nacional em homenagem a Charlie Brow Jr, Legião Urbana e Raimundos, além do The Clash.

