20/11/2013 19h42 – Atualizado em 20/11/2013 19h42
Fonte: Da Redação
Um esforço conjunto da comunidade de Amambai tem dado um fôlego extra ao Hospital Regional de Amambai. A tentativa é em prol da manutenção da instituição, que vem passando por um momento de crise em função da carência de recursos.
Nos últimos meses, instituições como o Rotary, Interact e Lions realizaram ações que visaram angariar equipamentos para o Hospital, que é mantido pela Sociedade Amigos de Amambai.
Além das organizações não governamentais, também o executivo municipal tem se empenhado na proposição e com ações que beneficiem a entidade. O Festibai (Festival de Música de Amambai), realizado pela Prefeitura de Amambai durante as comemorações alusivas ao aniversário da cidade, em setembro último, foi uma oportunidade para a promoção de ação em prol do Hospital. Toda a renda das barracas das entidades – Rotary, Interact, Moto Clube, AABB, Coral Eduardo Dutra Lescano e Lions – instaladas durante os três dias do evento foi destinada ao Hospital. A arrecadação líquida foi de R$ 6.793,27.
O diretor do Hospital Regional de Amambai, Paulo Sérgio Catto, conta que com o dinheiro recebido do Festibai foi possível adquirir dois novos microcomputadores, um para a recepção e outro para a ala de farmácia do hospital, e o restante do recurso foi utilizado na manutenção da instituição.
Paulo, que assumiu a administração do Regional em 14 de junho deste ano, avalia que o esforço da sociedade governamental e não governamental tem sido decisivo para a manutenção do hospital.
Recursos
O hospital sobrevive de recursos federais, estaduais e uma contrapartida da prefeitura. Segundo Catto, muitas vezes o recurso não consegue atender a todo o quadro de funcionários, sobrando para o mês seguinte.
Segundo a secretaria municipal de Saúde, três são as origens atuais dos repasses mensais de recursos para o Regional. Para a manutenção, um convênio entre os governos federal, estadual e municipal garante a maior parte dos recursos – cerca de R$ 203 mil. O segundo recursos, aproximadamente R$ 70 mil, oriundos da Prefeitura, são destinados para os plantões médicos e cerca de R$ 18 mil são viabilizam equipe de ortopedia de Dourados e de Campo Grande.
Estrutura
O hospital conta hoje com 67 funcionários, entre técnicos, enfermeiros, administração e limpeza. Dentre a equipe, nove são médicos – Macedônio Miranda Meira, Teodoro Lopes Diniz, Katia Angelica Rosa Bizzotto, Eder Davi Solis Mendonça, Leandro Delmondes de Souza, Antonio Godinho Machado, Iara Adamo Martins, Carlos Arturo Valiente Otero e Moacyr Alves do Sacramento Neto.
A capacidade do hospital, que não conta com nenhum veículo de transporte, é de 48 a 60 leitos, A instituição realiza o atendimento a pessoas de cidades da região, como Tacuru, Paranhos, Sapucaia e Sete Quedas.
Principais problemas
Quando questionado sobre os principais problemas atuais do HR, Paulo explica que, além do fator financeiro – recursos insuficientes-, há um número escasso de médicos. “Durante o plantão da manhã, um médico fica por aqui, se chega uma emergência, ele acaba deixando de lado os pacientes que esperam por atendimento”, explica o diretor.
No final do mês de abril deste ano, uma equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde esteve em Amambai a pedido da administração municipal para proceder a vistoria técnica estrutural e organizacional do Hospital Regional. A vistoria resultará no diagnóstico dos problemas existentes e na elaboração de proposta de adequação da entidade para a definição do projeto que pretende tornar o hospital um centro de referência regional, como deseja a administração.
Expectativas
Como expectativas para o futuro do hospital o diretor administrativo coloca uma reforma no centro cirúrgico, adequação da lavanderia e uma pintura no prédio, medidas que serão tomadas brevemente.
“Nós estamos buscando uma melhor parceria com o município, gerando uma aproximação entre o prefeito e o secretário de Saúde, para que possamos melhorar a situação”, conclui Paulo.








