10/12/2013 10h02 – Atualizado em 10/12/2013 10h02
Fonte: Brasil 247
Nas eleições municipais de 2012, pela primeira vez, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, adotou ações típicas de um potencial candidato, quando começou a posar para fotos com admiradores. Ontem, esse comportamento se repetiu, quando ele, em visita ao Tribunal de Justiça de São Paulo, também se mostrou sorridente, solícito e sempre disponível a mais um clique, tanto do lado de dentro, como de fora da instituição.
Barbosa age como candidato, assim como agiu na condução da Ação Penal 470, ao aproveitar o feriado de 15 de novembro, dia da Proclamação da República, para decretar as primeiras prisões. No entanto, nega peremptoriamente a intenção de disputar a presidência. Neste fim de semana, usou a coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim, para garantir que não será candidato.
Ocorre que suas promessas não podem ser levadas ao pé da letra e o fato é que, a cada dia que passa, Joaquim Barbosa se consolida como a única alternativa da oposição para tentar garantir um segundo turno em 2014. Segundo o Datafolha, a presidente Dilma Rousseff hoje tem 47% das intenções de voto, contra 19% do tucano Aécio Neves e 11% de Eduardo Campos – ou seja, mantém uma diferença confortável de 17 pontos em relação aos adversários.
Isso significa que Barbosa é hoje ainda mais importante para as forças que combatem o ciclo de poder do PT do que foi na condução da Ação Penal 470. Seus eventuais 15% – ou até mais – numa eventual disputa presidencial podem ser a diferença que falta para garantir um segundo turno.
Atento aos simbolismos do poder, Barbosa esperava ter sido incluído na comitiva presidencial, que levou todos os ex-presidentes vivos – José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor – aos funerais de Nelson Mandela, a convite da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele afirmou em nota, Mandela representa uma “esperança a todas as vítimas de injustiças, em qualquer parte do mundo”.
No entanto, segundo informa a jornalista Mônica Bergamo, o telefone não tocou. Desta vez, Barbosa perdeu mais uma oportunidade de brilhar diante das câmeras. Talvez porque seus movimentos políticos sejam cada vez mais explícitos.

