Um grupo de professoras de Amambai da área de Letras participou no último sábado, 27, em Dourados, de Oficina de Redação da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O curso foi realizado na Escola Estadual Presidente Vargas.
Participaram da oficina as professoras Rozana Fernandes, Raquel Pereira Maciel, Angélica Aparecida Lara da Silva Moraes, Noemi Melo do Amaral e Viviane Viaut Moreira. Todas lecionam na rede pública de ensino de Amambai e de Cel. Sapucaia, nas matérias de língua portuguesa, redação e língua espanhola.
Na oficina “A Redação no Vestibular da UFGD”, foram trabalhados, dentre outros pontos, os critérios de correção da Prova Redação, configurando-se como uma oportunidade ímpar para o professor conhecer e entender a prova, bem como estabelecer canais de diálogo com a equipe técnica do Centro de Seleção.
A oficina, que aconteceu no horário entre as 7h30 e 18 horas, foi coordenada pelo Prof. Drº. Adair Vieira Gonçalves e a Profa. MSca Áurea Rita de Ávila Lima Ferreira, da coordenadoria do Centro de Seleção/ Divisão de Seleção, da Universidade Federal da Grande Dourados.
Os objetivos do curso foram estabelecer canais de diálogo entre Universidade e Educação Básica; discutir questões relacionadas à Prova de Redação no Vestibular da UFGD e apresentar os critérios utilizados na correção da Redação.
Além dos professores terem tido oportunidade de, na prática, corrigirem redações de acordo com o critério atual da Universidade, eles também puderam entender melhor a função da redação e dos gêneros textuais na sociedade. “Ensinar o uso da língua e entender como funciona a linguagem no mundo atual é tarefa crucial da escola na construção da cidadania”… (Moita-Lopes & Rojo, 2004)
Os gêneros textuais se configuram em práticas sociais de linguagem. “Para falar [uso da linguagem], utilizamo-nos sempre dos gêneros textuais, ou seja, todos os nossos enunciados dispõem de uma forma padrão e relativamente estável de estruturação de um todo”… (Bakhtin, 1992).
Uma estudante lê um ensaio científico e um manual de instrução, faz um gráfico e envia um relatório sobre o resultado de suas observações. O pai de um aluno, para efetuar a matrícula do filho, preenche um formulário, preenche um cheque e o apresenta com o registro de nascimento. A dona de casa prepara um bolo lendo uma receita culinária, faz uma lista de compras e vai ao mercado, lê anúncios, participa de uma discussão para obter desconto nos preços. A dona de casa escreve uma carta de reclamação ao dono da loja. Estes são alguns exemplos de gêneros como práticas sociais da linguagem.
Para Rozana, o curso foi positivo. “Gostei muito porque aprendemos a forma que as redações são corrigidas na UFGD e assim poderemos trabalhar com os nossos alunos da mesma maneira”, disse a professora. Angélica disse que o curso qualifica o trabalho em sala de aula. “Foi trabalhado de forma objetiva os critérios de correção das redações e assim a gente sabe como e o que trabalhar com os alunos nas aulas de redação e de gramática”, explicou ela.
Da Redação

