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sábado, 22 de agosto de 2026

Desonerações do IPI promovem forte impacto nas prefeituras

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08/01/2014 13h47 – Atualizado em 08/01/2014 13h47

Fonte: Assomasul

Os prefeitos de Mato Grosso do Sul já estão preocupados com as novas medidas de incentivos fiscais do governo.

É que as desonerações do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e móveis permanecerão durante o ano de 2014, cuja medida – que manteve em parte a concessão da redução do IPI sobre os dois produtos – foi anunciada por meio dos decretos 8.168/2013 e 8.169/2013 publicados no dia 23 de dezembro.

A expectativa é que as desonerações do IPI junto com as demais renuncias já previstas para o próximo exercício financeiro devam causar impacto de R$ 2,65 bilhões no FPM (Fundo de Participação dos Municípios), conforme números repassados pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) à diretoria da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul).

A vigência dos decretos anteriores iria terminar agora ao final do ano, e assim voltaria a vigorar a alíquota cheia, caso não ocorressem novos decretos. Como não foi o caso, a renúncia total prevista para 2014 deve passar dos R$ 11,29 bilhões.

Os decretos implicam em uma desoneração extra de R$ 3,32 bilhões, já que R$ 7,97 bilhões estavam previstos em razão das demais renúncias estabelecidas para 2014, conforme cálculos da CNM.

Diante disso, o presidente da Assomasul, Douglas Figueiredo (PSDB), voltou a se queixar que o impacto negativo nas contas municipais decorre de sucessivas medidas econômicas tomadas pelo governo, como os incentivos fiscais concedidos à indústria automobilística e aos produtos da chamada linha branca.

Transferido para os cofres das prefeituras a cada dez dias do mês, o FPM é composto de 22.5% do IR (Imposto de Renda) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Para Douglas, a saída seria o governo federal incrementar em 2% os recursos do FPM, matéria que deixou de ser votada pelo Congresso Nacional no fim deste não, deixando o assunto para ser tratado em 2014.

O presidente da Assomasul também defende medidas compensatórias em outros setores da administração pública, como na saúde e na educação, como forma de melhorar a economia das prefeituras.

Impacto

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, também sinaliza preocupação com a medida. Isso porque, apenas com a redução do IPI, o impacto no FPM no ano que vem deve ser superior a R$ 2,65 bilhões e no IPI-exportação deve ser maior que R$ 282 milhões.

Em 2013 o total renunciado foi de R$ 13 bilhões, sendo R$ 6,7 bilhões relativos ao setor de automóveis.

Presidente Douglas

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