O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Simprofar/MS), Nelson Fraide Nunes, pediu o apoio dos deputados estaduais para a revisão da resolução 44/2010 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta a venda de medicamentos antimicrobianos no País. Pela resolução, os remédios – conhecidos como antibióticos – somente podem ser vendidos pelas farmácias e drogarias com a retenção da receita médica.
“Antes de ser publicada essa decisão, o Governo deveria melhorar o sistema de saúde brasileiro para garantir ao paciente o acesso ao médico e à receita. Como ficará a situação de uma criança que mora numa cidadezinha distante onde o médico só atende uma vez por semana e que está ardendo de febre, devido a uma amigdalite ou a uma infecção intestinal?”, questionou Fraide durante o uso da tribuna da Assembléia Legislativa nesta quinta-feira, dia 2.
Segundo dados apresentados pelo empresário, há no Brasil 1,6 mil municípios sem nenhum hospital público, ou seja, 30% do País. Em 1 mil municípios só há médico em um único dia por mês e em 455 deles não há profissional em nenhum dia do ano. O representante do Simprofar/MS falou aos deputados por solicitação de Marquinhos Trad (PMDB).
Para Nelson Fraide, faltou responsabilidade ao presidente da Anvisa que editou a medida sem oferecer opções de obtenção de receita para a parcela menos favorecida da população. Ele argumentou ainda que a medida irá gerar desequilíbrio no setor das farmácias com a redução de 25% das vendas, provocando desemprego e fechamento de inúmeras drogarias na periferia das grandes cidades e nos municípios de menor porte.
Fonte: Portal ALMS

