19/02/2014 13h32 – Atualizado em 19/02/2014 13h32
Segundo agência da ONU, não há provas de que pacientes com H7N9 podem passar o vírus para aves e pássaros; confirmado primeiro caso da gripe aviária fora da China, em uma mulher na Malásia.
Fonte: Rádio ONU
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, confirmou esta quarta-feira (18), não haver provas de que humanos podem transmitir o vírus H7N9 para animais, como aves e pássaros.
A FAO confirmou ainda o primeiro caso de gripe aviária fora da China, detectado recentemente na Malásia. A paciente é da província chinesa de Guangdong e viajou a turismo para a Malásia. Ela segue internada no país.
Vigilância
O chefe veterinário da FAO destaca que o novo caso não é uma surpresa, mas lembra que o mundo precisa estar vigilante sobre o vírus. Juan Lubroth afirma que pessoas que ficam doentes com H7N9 não são uma ameaça às aves domésticas.
Segundo Lubroth, o maior risco de transmissão é pelo comércio de aves em áreas afetadas para zonas ainda sem a presença do vírus. Já as pessoas são infectadas pelo H7N9 ao ter contato direto com aves vivas, especialmente em mercados, ou ao criar aves em casa.
Sem Sintomas
A FAO lembra ser difícil o vírus se espalhar internacionalmente, já que o H7N9 não é transmitido facilmente entre humanos. A agência da ONU observa que casos parecidos como o da Malásia já foram confirmados em Taiwan e Hong Kong, áreas que não tinham sido afetadas pela gripe aviária.
Aves com H7N9 não apresentam sintomas, o que faz com que o diagnóstico seja mais difícil. Por isso, a FAO pede aumento da vigilância, especialmente em pontos onde pode haver comércio dos animais e a entrada de aves contaminadas em locais ainda sem o vírus.
Para diminuir os riscos à população, a agência recomenda que os mercados sejam limpos e desinfetados com frequência.
Somente na terça-feira (18), a Organização Mundial da Saúde havia confirmado mais nove novos casos de gripe aviária em humanos na China, incluindo uma morte.

