O Fluminense apostou no carinho dos familiares e na distância da imprensa no último treino antes do jogo decisivo do Campeonato Brasileiro contra o Guarani, às 17h (de Brasília), no Engenhão. Alguns atleta receberam a visita de mulheres e filhos no recreativo realizado nas Laranjeiras.
Para evitar qualquer problema ou alguma declaração que pudesse comprometer o trabalho da equipe, a direção do clube proibiu os jogadores de concederem entrevistas, como de hábito, após o treino. A imprensa ficou na arquibancada das Laranjeiras, à distância, observando a equipe. Apenas amigos e familiares dos jogadores tiveram acesso ao gramado.
O atacante Fred brincou com a filha Giovanna no gramado e concedeu autógrafos para algumas pessoas que foram autorizadas a pisar no gramado. O meia Belletti brincou de bola com um dos seus filhos e Emerson estava na companhia de uma criança. Na arquibancada, centenas de torcedores imploravam por um momento perto dos ídolos.
O vice-presidente de futebol do Fluminense, cuja permanência no cargo ainda não foi confirmada pelo presidente eleito Peter Siemsen, passeava pelo gramado “fiscalizando” os jogadores. A comissão técnica conversava separadamente dos jogadores, que estavam divididos em grupos.
Cerca de 1.500 torcedores lotaram o clube para incentivar o time. Muitos diziam ser impossível tirar o título do Fluminense. Mas a diretoria, desde o início da semana, tem controlado as dependências do clube para evitar oba-oba. Num vacilo da segurança, uma torcedora invadiu o estacionamento à caça de autógrafos. Ela foi posta para fora com truculência.
O Fluminense está perto de encerrar um tabu de 26 anos sem título no Brasileiro. Para isso, basta vencer o rebaixado Guarani. Se não ganhar do time paulista, o Tricolor vai ter que torcer por tropeços de Corinthians e Cruzeiro para se sagrar campeão.
Fonte: UOL/Marlos Bittencourt

