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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Perspectiva da economia mundial é melhor, avalia Mantega

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14/04/2014 14h48 – Atualizado em 14/04/2014 14h48

Perspectiva da economia mundial é melhor, avalia Mantega

Fonte: Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou em entrevista coletiva em Washington, nesta sexta-feira (11), que 2014 deve ser o “ano de saída” da crise internacional e que o cenário é mais positivo, tanto para os países desenvolvidos como para os emergentes. “Este é um ano de recuperação, de saída da crise, não de forma fulminante, mas gradativa”, afirmou. “Tive muitas conversas com os parceiros aqui. A Itália e a Espanha estão realizando reformas, a Alemanha, se recuperando, Espanha e Portugal estão melhorando e isso será positivo para todos”, afirmou.

Mantega observou que o impacto da crise internacional, a partir de 2008, foi muito grande para os emergentes. Citando relatório do FMI, Mantega explicou que a crise nos países avançados teve significativo impacto nas economias emergentes, explicando 50% da desaceleração dos países. No caso do Brasil, novamente citando o FMI, Mantega destacou que o impacto da crise no crescimento foi ainda maior, explicando cerca de dois terços da desaceleração do período.

O ministro criticou o viés pessimista do FMI com as economias emergentes no relatório World Economic Outlook e salientou que a avaliação pareceu levar em conta um período já ultrapassado do fim de ano e os meses de janeiro e fevereiro. Nesse período, os emergentes foram afetados pela redução dos estímulos monetários nos EUA. “Mas o mau humor dos mercados com os emergentes, e não só com o Brasil, foi desarmado, com a volta dos fundos de capitais. Os mercados parecem ter assimilado o tapering do Fed”, disse, mencionando a alta nas bolsas e a valorização cambial em março e no início de abril.

Sobre as cotas dos emergentes no FMI, discutidas desde 2010, Mantega criticou o atraso na implementação da reforma de cotas, que está parada esperando aprovação do Congresso dos Estados Unidos. Segundo ele, o Fundo deveria começar a pensar em alternativas para a reforma, caso ela continue sem ser aprovada nos EUA. “Já deveria estar começando a discutir 15ª rodada. Os Brics querem fortalecer o FMI e não acabar com ele”, destacou.

O ministro também destacou na coletiva a reunião dos Brics, que avançou e está em fase avançada de aprovação do acordo contingente de reservas (CRA), de US$ 100 bilhões. Essa espécie de seguro anti-crise deve estar pronto para ser assinado pelos países do Brics na reunião de Fortaleza, em julho deste ano. Mantega também destacou o avanço para a criação do banco dos Brics, O objetivo da instituição é financiar investimento e projetos de infraestrutura nesses países. “Uma das maneiras de estimular a economia é o investimento em infraestrutura”, disse Mantega.

 FMI

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