22/05/2014 07h56 – Atualizado em 22/05/2014 07h56
Fonte: Famasul
O Brasil não vai conseguir acompanhar nem mesmo o crescimento mundial em 2014 e 2015, e sua economia terá desempenho mais fraco até mesmo que os países ricos, que ainda sentem o peso da crise.
Dados divulgados ontem pela ONU revelam que a expansão do PIB brasileiro será de apenas 1,7%. No início do ano, a projeção era de um crescimento de 3%. A ONU também alertou que a expansão da economia mundial será menor do que se imaginava e esse freio ocorre por causa do mau desempenho dos mercados emergentes.
Para a entidade, a crise na Ucrânia, se ganhar novas proporções, pode afetar a recuperação global e ameaçar o tímido crescimento europeu. No que se refere ao Brasil, a revisão para baixo é a segunda maior feita pela ONU sobre um país e só a Rússia em pleno conflito, justamente com a Ucrânia,vive situação mais dramática.
Com a redução, a entidade agora prevê que o Brasil vai praticamente crescer no mesmo ritmo da Europa, um continente que sofre para sair da crise. A expansão do PIB nacional ainda ficará abaixo da média mundial de crescimento, de 2,8% no ano. Mesmo os países ricos, que ainda enfrentam sérias dificuldades por causa da crise de 2008, já vão crescer mais que o Brasil no ano. Nos EUA, a taxa prevista de expansão é de 2,5%.
Os últimos dados oficiais indicam que a economia brasileira perdeu fôlego. Nos três primeiros meses deste ano, o PIB cresceu apenas 0,3%. Em março, o índice de Atividade Econômica do BC recuou 0,11%
Para Pingfan Hong, chefe da unidade de Economia da ONU, o Brasil foi um dos países mais afetados pela mudança na política monetária americana. Mas, segundo ele, os problemas do País não se limitam ao impacto externo. “O Brasil tem desafios domésticos. Se o país tem uma poupança de apenas 17% do PIB, ele não pode crescer 5%.” Para 2015, a ONU prevê ainda crescimento de apenas 2,8% no Brasil. O índice é inferior à média mundial, de 3,2% e bem abaixo dos 4,2% projetados inicialmente pela entidade para a economia brasileira. Em 2013, o Brasil registrou expansão de sua economia de 2,3%, acima da média mundial de 2,2%.

