O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) notificou a mineradora Corumbaense Reunidas S/A, do grupo Vale, segunda maior mineradora do mundo, porque a empresa reativou um porto na região do Pantanal, em Corumbá (MS) sem que para isso tivesse feito o licenciamento ambiental.
O coordenador do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama/MS, Reginaldo Yamaciro, disse que a mineradora deve aprontar num prazo de 30 dias a documentação que permite a ativação do porto, caso contrário o local pode ser embargado.
A mineradora reativou o porto Gregogório Curvo, no distrito de Porto Esperança, a 78 km de Corumbá. Ali, situa-se também a estação ferroviária Porto Esperaça e passa o rio Paraguai.
A empresa estava transportando minério de ferro por meio da ferrovia, mas agora resolveu escoar a produção por meio fluvial.
Ocorre que, segundo Yamaciro, o minério carregado pela hidrovia fica a céu aberto, ameaçando a saúde dos moradores do distrito. “Lá não tem galpão, armazém ou depósito para estocar o minério, não há infraestrutura”, afirmou o coordenador.
Ainda segundo Yamaciro, era plano da mineradora em reativar o porto, criar estrutura, mas isso ainda não foi feito.
Fonte: Midiamax
