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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Relator recomenda aprovação de projeto de Delcídio sobre Cidadania Fiscal

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Depois de dois anos de negociação com o governo, o Projeto-de-Lei nº
354/2009, de autoria do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que estabelece
critérios para a repatriação de recursos de brasileiros mantidos no
exterior e não declarados ao fisco, poderá ser votado no primeiro
trimestre do ano que vem. A expectativa é de pelo menos US$ 50 bilhões
possam retornar ao Brasil.

Na reunião de ontem, 14 de dezembro, da Comissão de Assuntos
Econômicos do Senado, o relator da matéria, senador Garibaldi Alves Filho
(PMDB-RN), fez a leitura de seu parecer e recomendou a aprovação. Em
seguida, Delcídio, que presidia a sessão da CAE, concedeu vistas coletivas
e os trabalhos da comissão foram encerrados. Com isso, o projeto ,
conhecido como “Cidadania Fiscal”, terá de esperar o início dos trabalhos
da próxima legislatura, em fevereiro, para ser votado em plenário.

Para Delcídio, as negociações com o Ministério da Fazenda e a Receita
Federal ao longo dos últimos meses foram suficientes para superar alguns
pontos considerados polêmicos do projeto. O senador reconhece que quando
se fala em repatriar recursos mantidos por brasileiros no exterior muitas
dúvidas podem tomar conta do debate se o assunto não for aprofundado. Ele
observa que, em muitos casos, o dinheiro saiu do Brasil de forma legal, em
função da insegurança jurídica que reinou no País em vários períodos entre
os anos 1980 e 2002.

“Naquela época, remeter divisas para o exterior era uma forma de proteção
ao patrimônio. O projeto Cidadania Fiscal tem os mecanismos para separar o
que é dinheiro legal de brasileiro depositado no exterior , mas não
declarado à Receita Federal, do dinheiro oriundo de atividades
criminosas, como o contrabando e o narcotráfico”, explica.

Delcídio afirma que diversos países como a Itália, Turquia, Rússia,
Argentina, Índia e até o estado de Delaware, nos Estados Unidos, adotaram
medidas semelhantes as previstas no projeto Cidadania Fiscal brasileiro.
“A Itália conseguiu fazer retornar à sua economia cerca de 60 bilhões de
euros”, revela.

Alíquotas – De acordo com o senador, o Brasil vive um novo momento e
pode aproveitar os recursos a serem repatriados para investir em projetos
de infraestrutura, habitação, agronegócio, ciência e tecnologia.

“O projeto Cidadania Fiscal permite que os detentores de recursos no
exterior retifiquem a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física. A
pessoa jurídica poderá retificar por intermédio de um agente fiduciário. A
internação de recursos é estimulada e não exigida. Assim que a pessoa
física retificar sua declaração de IR, ao invés de pagar a alíquota de
27,5%, deverá recolher à Receita, sem multa ou juros, 5% sobre o valor
global dos bens ou direitos recém-declarados localizados no país,
percentual que será de 10% se o bem ou direito estiver no exterior e não
for repatriado. Essa alíquota poderá ser reduzida à metade se o
contribuinte pessoa física aplicar, no mínimo, 50% dos valores declarados
em fundos de investimentos”, detalha.

Delcídio diz que , no caso das pessoas jurídicas, a regularização se dará
pela incidência do IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), com alíquotas de 10% e 8% respectivamente.

Fonte: Assessoria Delcídio do Amaral

Relator recomenda aprovação de projeto de Delcídio sobre Cidadania Fiscal

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