25/09/2014 13h45 – Atualizado em 25/09/2014 13h45
Fonte: Rádio ONU
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou, esta quinta-feira, a morte de uma ativista iraquiana pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil. Zeid Al Hussein deplorou o ato “brutal e a sangue frio”.
A execução de Sameera Al-Nuaimy foi feita em público por um pelotão de fuzilamento mascarado, diante do edifício da sede do governo da província de Mossul no princípio desta semana.
Comentários Críticos
A ativista foi acusada de apostasia pela publicação de comentários críticos ao grupo terrorista na rede social Facebook. Após sua morte, a família foi proibida de realizar o enterro.
O alto comissário da ONU realça que a ativista foi uma mulher corajosa cujas armas foram somente as palavras que usou em defesa dos direitos humanos dos outros. Para ele, o ato expõe o que chamou de ” ideologia falida” do autoproclamado Estado Islâmico e grupos afiliados.
Tortura
Al-Nuaimy foi tirada à força de casa por combatentes do grupo e torturada dias antes da execução. O escritório diz que o ato segue-se uma série de ataques contra outras mulheres de destaque em áreas sob controlo do EI.
A nota condena a detenção, a exploração sexual e a venda de centenas de mulheres e meninas em áreas capturadas pelo grupo.
Cidades Sírias
A fugir das ações do grupo na Síria mais de 144 mil refugiados sírios, principalmente curdos, buscaram refúgio na província de Sanilurfa, no sul da Turquia desde sexta-feira.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse que estes fogem de conflitos e do avanço do estado Islâmico em cidades e aldeias próximas de Kobani um dos principais centros urbanos no norte da Síria.
A agência anunciou a chegada do primeiro voo de ajuda da agência para a onda refugiados à Turquia, nesta quinta-feira. Trata-se do primeiro de oito voos da operação de auxílio por terra, mar e ar para mais de 200 pessoas na região.

